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São Paulo

Linha 6: transferência para a Linha 7-Rubi terá de ser feita pela rua

Transferência subterrânea na estação Água Branca não tem previsão para ser inaugurada. Passageiros terão de atravessar a rua, até 2027

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Paulo Guereta/Governo do Estado SP
linha 6-laranja transferência estação linha 7-rubi

A estação Água Branca da Linha 6-Laranja do Metrô, inaugurada nesta quinta-feira (2/7) pelo governo de São Paulo após 8 anos de atraso desde a previsão do projeto inicial, os passageiros precisarão fazer a transferência atravessando a rua porque não terá conexão direta com a Linha 7-Rubi até 2027.

Em nota, a Agência de Transporte do Estado de São Paulo (Artesp) informou que a interligação subterrânea com a Linha 7-Rubi na estação Água Branca será construída pela concessionária Tic Trens, responsável pela Linha 7 e que até lá, “para facilitar a transferência de passageiros, uma passarela deverá ser entregue no começo de 2027”.

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Mapa do metrô de São Paulo
Trens da futura linha 6 Laranja do Metrô de SP
Linha 6-Laranja do metrô: veja detalhes dos trens da futura estação
Linha 6: transferência para a Linha 7-Rubi terá de ser feita pela rua - imagem 5
Estação Água Branca, da Linha 7-Rubi
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Estação Água Branca, da Linha 7-Rubi

Reprodução
Mapa do metrô de São Paulo
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Mapa do metrô de São Paulo

Secretaria Estadual dos Transportes Metropolitanos/Divulgação
Trens da futura linha 6 Laranja do Metrô de SP
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Trens da futura linha 6 Laranja do Metrô de SP

Divulgação/Governo de SP
Linha 6-Laranja do metrô: veja detalhes dos trens da futura estação
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Linha 6-Laranja do metrô: veja detalhes dos trens da futura estação

Pablo Jacob/Governo de São Paulo
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Linha Uni/Divulgação

Inicialmente, o governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) entregará seis estações da Linha 6-Laranja, que ligará a zona norte ao centro da capital paulista quando totalmente concluída, em 2027. As estações entregues são João Paulo I, Freguesia do Ó, Santa Marina, Água Branca (onde acontecerá a conexão para a Linha 7-Rubi, da Tic Trens), Sesc-Pompeia e Perdizes e todas funcionarão em horário reduzido, das 10h às 15h, somente em dias utéis.

O governo paulista afirma que ainda serão inauguradas mais duas estações da linha no ano de 2026: Brasilândia e Itaberaba-Hospital Vila Penteado, ambas na zona norte de São Paulo. Quando completo, o modal deve ligar a Brasilândia, zona norte, até São Joaquim, da Linha 1-Azul, no centro.

A previsão é de que os trens sejam operados com a presença de um condutor nesta fase inicial. Porém, a Linha 6-Laranja, assim como a 4-Amarela e a 5-Lilás, funcionará com condução automática. Neste primeiro momento, as composições também devem operar com um intervalo médio de 19 minutos.

Metrô de SP chega a 115 km

Nesta semana, com a inauguração dos primeiros trechos da Linha 6-Laranja e da inauguração da estação Washington Luís, da Linha 17-Ouro, a rede metroviária da capital paulista atinge 115 quilômetros de extensão.

As novas estações respondem por cinco quilômetros. Vale notar que linhas de trens, como a 7-Rubi, 8-Diamante, 9-Esmeralda, 10-Turquesa, 11-Coral, 12-Safira e 13-Jade não são incluídas nessa contagem, por não se tratar de metrô.

Essa expansão também faz com que a cidade de São Paulo suba uma posição no ranking de cidades dotadas com os maiores sistema metroviário do mundo, ultrapassando Milão, na Itália, que conta com uma malha de 111,8 quilômetros, atingindo o 57º lugar na lista.

Trufo eleitoral de Tarcísio

Com investimento total de R$ 19 bilhões, a linha recém-inaugurada pelo governador Tarcísio está sendo explorada como projeto eleitoral de sua reeleição em outubro deste ano. No caso da Linha 6, o contrato original foi assinado em 2013 pelo então governador e atual vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB), com promessa de conclusão para 2018.

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As empreiteiras contratadas para executar a obra, Odebrecht, Queiroz Galvão e UTC, se afundaram no escândalo de corrupção descoberto pela Operação Lava Jato e, por isso, a construção foi paralisada. Na gestão João Doria, em 2020, um novo contrato foi assinado, com a construtora espanhola Acciona, e o projeto foi retomado.

Como revelou o colunista Demétrio Vecchioli, do Metrópoles, o governo Tarcísio decidiu arcar com R$ 3,7 bilhões extras para que a Acciona conseguisse concluir a primeira fase da Linha 6 até outubro deste ano, a tempo da eleição.

A  entrega do primeiro trecho da linha ocorre a poucos dias do prazo limite estabelecido pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) para ocupantes de cargos públicos que disputarão a eleição em outubro participarem de inaugurações. A partir de domingo (5/7), os políticos não poderão mais fazer essas agendas públicas de autopromoção.