
Haddad mira em segurança: "Está começando a entrar milícia em SP"
Pré-candidato ao governo de São Paulo, Fernando Haddad (PT) afirmou que as milícias estão operando nos serviços de segurança privada

O pré-candidato ao governo de São Paulo Fernando Haddad (PT) afirmou nesta quinta-feira (2/7) que milícias estão operando no estado de São Paulo por meio de serviços de segurança privada. A fala foi feita durante agendas em Hortolândia e Piracicaba, no interior. Haddad destacou ainda que é necessária cooperação federativa para impedir o avanço de milícias por São Paulo.
“Sabe o que está acontecendo em São Paulo? Está começando a entrar milícias em São Paulo, vendendo serviços de segurança, enriquecendo poucas pessoas, mas empobrecendo a pessoa que tem que contratar a milícia para proteger sua carga”, afirmou o pré-candidato do PT em Hortolândia ao discorrer sobre roubo de carga.
Ele acrescentou que São Paulo pode se transformar no que é hoje o Rio de Janeiro, onde milícias praticam diversos tipos de crime.
“Se você não tiver um trabalho de inteligência no transporte de carga, nós vamos transformar São Paulo no que é hoje o Rio de Janeiro, tanto do ponto de vista da entrada de facções criminosas, quanto do ponto de vista das milícias”.
Em Piracicaba, o tema voltou com elevação de tom contra a gestão do governador Tarcísio de Freitas (Republicanos). “O problema da segurança pública virou um problema crônico no Estado todo. E nós estamos passando por um processo, nesse governo Tarcísio, que está abrindo a porta para milícias venderem segurança que deixa de ser pública e passa a ser privada”.
Procurado pelo Metrópoles, o governo de São Paulo ainda não se manifestou sobre o assunto. O espaço segue aberto.

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Ver todasPela manhã, Haddad esteve na sede de uma empresa de embalagens de lixo em Hortolândia e no Instituto Federal Piracicaba. Durante as agendas, o pré-candidato do PT ainda falou sobre segurança pública, especialmente no interior do estado.
O ex-ministro da Fazenda defendeu a volta das câmeras corporais de policiais militares que filmam as ocorrências de maneira contínua. “Nós estamos batendo recorde de letalidade policial no Estado de São Paulo. A letalidade policial de um jeito e morte de policiais do outro lado. Quer dizer, não é que você está protegendo o policial, porque eles também estão sendo mortos e, às vezes, o suicídio está sendo cada vez mais presente na corporação”, disse.
Haddad continua no interior nesta quinta-feira para uma Aula Magna na Unicamp, em Campinas.


