Inscreva-se no canal MetrópolesTV no YouTube
Eleições 2026São Paulo

PDT descarta chapa alternativa a Haddad e mira suplência no Senado

Aliados de Haddad dizem que candidatura centrista do PDT poderia ajudar o petista a ir ao 2º turno, mas plano não está no radar do partido

01/07/2026 02:15, atualizado 01/07/2026 02:19
Compartilhar notícia
Rodrigo Freitas/Metrópoles
O ex-ministro da Fazenda e pré-candidato ao Governo de SP, Fernando Haddad (PT)

Dirigentes do PDT descartam lançar uma chapa alternativa com um nome de centro ao governo de São Paulo. A candidatura era desejada pelo pré-candidato petista Fernando Haddad e aliados diante da avaliação de que uma terceira via poderia tirar votos do governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) e levar a disputa ao segundo turno.

Os dois nomes, do petista e do republicano, são os únicos anunciados até agora como pré-candidatos, o que pode fazer da eleição de outubro a disputa com menos candidatos desde a redemocratização.

Os pedetistas acreditam que, para ser efetiva, uma candidatura alternativa a de Haddad precisaria fazer cerca de 10% de votos. Na última vez que o partido disputou uma vaga ao Palácio dos Bandeirantes, o candidato foi o prefeito de Santana de Parnaíba, Elvis Cezar (hoje filiado ao Republicanos), que obteve 1,2% dos votos válidos. Além disso, a sigla diz que não teria um nome para oferecer à disputa.

O PDT, assim como outros partidos da aliança no entorno da candidatura petista, está de olho na suplência das candidaturas ao Senado.

As vagas de suplência se tornaram atrativas para a centro-esquerda, já que as candidatas ao Senado Marina Silva (Rede) e Simone Tebet (PSB) podem voltar ao governo federal em uma eventual reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

No PDT, o principal nome é de Antonio Neto, presidente da Central dos Sindicatos Brasileiros (CSB). Em 2020, Neto foi candidato a vice-prefeito da capital paulista na chapa de Márcio França (PSB), que foi derrotado por João Doria (à época no PSDB). Nesta semana, França foi escolhido como vice de Haddad na disputa estadual.

As conversas ocorrem diretamente entre o presidente nacional do PDT, Carlos Lupi, e Haddad. Outro pedetista que pode figurar entre os suplentes é Marcelo Barbieri, que foi Secretário de Relações Institucionais do governo do ex-presidente Michel Temer (MDB).

O principal argumento do PDT é que o partido não está contemplado na chapa majoritária encabeçada pelo PT, com dois nomes do PSB (França e Tebet) e um da federação PSOL-Rede (Marina Silva).

Receba no seu email as notícias de Metrópoles SP

Frequência de envio: Diário

Ver todas as newsletters

Outros partidos querem suplência

Além do PDT, PT, PV e PCdoB cobiçam a suplência de Tebet e Marina. O PSB também apresentou o nome do ex-prefeito de Barueri Rubens Furlan, mas ele teria de reverter a inelegibilidade na Justiça Eleitoral.

Outros nomes têm sido ventilados como possíveis suplentes dos senadores. O PT já apresentou ao menos quatro nomes para o cargo: o ex-chefe de gabinete do Ministério da Fazenda de Haddad Laio Morais; a vereadora de São Bernardo do Campo Ana Nice; a suplente de vereador de Santo André Kiusam Oliveira e o professor da Universidade Federal do ABC, Ramatiz Jacino.

O PV apresentou o nome de Eduardo Jorge, que foi candidato à Presidência em 2014. Já o PCdoB defende que um dos suplentes seja Alcides Amazonas, ex-vereador e ex-deputado estadual.