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São Paulo

Tarcísio diz que Flávio Bolsonaro não tem "nada a ver" com tarifaço dos EUA

O governador de São Paulo afirmou, nesta quarta (22/7), que nova sobretaxa de 25% deveria ter sido antecipada pela investigação da Seção 301

22/07/2026 20:18, atualizado 22/07/2026 20:56
Alessandra Ferreira/Metrópoles
Tarcísio de Freitas e Ricardo Nunes - Metrópoles

O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), disse nesta quarta-feira (22/7) que Flávio Bolsonaro (PL), pré-candidato à Presidência da República, não tem “nada a ver” com o tarifaço imposto pelos Estados Unidos (EUA) sobre produtos brasileiros. A medida, que já está em vigor, pode causar prejuízo de até US$ 11 bilhões às exportações do Brasil.

Ao ser questionado sobre o assunto, o chefe do Palácio dos Bandeirantes disse que as negociações devem continuar. “É uma questão de negociação tanto empresarial, que é importante essa diplomacia, e também é uma negociação que tem que fazer esforço. Acho que o pessoal foi um pouco surpreendido com a investigação da sessão 301. Tinha que ter sido antecipado”, afirmou Tarcísio, em entrevista a jornalistas, em evento da BandNews TV, na capital paulista.

Flávio foi um dos participantes da audiência do Escritório do Representante de Comércio dos Estados Unidos (USTR, na sigla original), que abriu uma investigação comercial contra o Brasil.

Chancelada pelo presidente norte-americano, Donald Trump, e oficializada na última quarta-feira (16/7), a sobretaxa será de 25% sobre parte das importações brasileiras. O tarifaço foi anunciado pelo USTR após encerrar a investigação contra o Brasil com base na Seção 301 da Lei de Comércio de 1974.

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Segundo o governo Trump, o Brasil adota práticas comerciais consideradas desleais em áreas como comércio digital, acesso ao mercado de etanol, combate ao desmatamento e políticas relacionadas ao Pix. No Brasil, a medida afeta os setores da agropecuária, mineração e energia, tecnologia, indústria e saúde.

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