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São Paulo

Suplente assume vaga de vereador do PT preso por envolvimento com o PCC

Senival Moura (PT) pediu afastamento da Câmara após ser preso na semana passada; Manoel Del Rio é 1º suplente e assumiria cargo em 2027

05/11/2026 08:11
Reprodução/Richard Lourenço - Rede Cãmara SP
Suplente assume vaga de vereador do PT preso por envolvimento com o PCC

São Paulo – O advogado e suplente Manoel Del Rio (PT) (foto em destaque) assumiu nessa quarta-feira (4/11) a cadeira do vereador de Senival Moura (PT) na Câmara Municipal de São Paulo, após a prisão preventiva do parlamentar por suspeita de envolvimento com o Primeiro Comando da Capital (PCC) em esquema relacionado ao transporte público da capital.

Conforme mostrou a coluna Demétrio Vecchioli, do Metrópoles, Senival Moura pediu afastamento da para “tratar de assuntos particulares” por 31 dias. Lido na sessão dessa terça-feira (3/11), o pedido vale retroativamente desde 29 de outubro, um dia após a prisão de Moura.

Del Rio era primeiro suplente e viraria vereador em fevereiro do próximo ano, no lugar de Luna Zarattini, que vai assumir mandato na Câmara dos Deputados. O petista chegou a ocupar uma cadeira no Legislativo paulistano como suplente em 2018 por 30 dias e depois retornou para tomar posse em 2023. Nas eleições de 2024, ele ficou como suplente no Partido dos Trabalhadores.

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Senival Moura já havia sido preso, em 25 de junho, durante operação conjunta entre o Deic e o Ministério Público de São Paulo (MPSP). Em 5 de agosto, porém, o parlamentar foi colocado em liberdade após decisão da desembargadora Carla Rahal Benedetti, da 11ª Vara Criminal, do Tribunal de Justiça de São Paulo (TJSP).

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Vereador de São Paulo foi preso nesta quinta (25/6)
Senival está no 6º mandato na Câmara de Vereadores de SP
Presidente da Comissão de Trânsito, Transporte e Atividade Econômica na Câmara de SP
Senival Moura
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Vereador de São Paulo foi preso nesta quinta (25/6)

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Senival está no 6º mandato na Câmara de Vereadores de SP
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Senival está no 6º mandato na Câmara de Vereadores de SP

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Presidente da Comissão de Trânsito, Transporte e Atividade Econômica na Câmara de SP
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Presidente da Comissão de Trânsito, Transporte e Atividade Econômica na Câmara de SP

Câmara Municipal de São Paulo/Reprodução

As investigações identificaram que Senival seria “dono oculto” da Transunião e atuava na lavagem de dinheiro para o PCC.

Relatórios elaborados pelo Deic revelaram núcleo paralelo que tomava decisões relativas à empresa do transporte público da capital paulista para lavar dinheiro para o PCC. Na época, a Justiça decretou o sequestro e bloqueio de R$ 194 milhões de contas bancárias ligadas aos investigados, além de 117 veículos, 21 imóveis, entre eles um sítio de alto padrão no sul de Minas Gerais, e três embarcações.

O envolvimento do PCC na empresa de transporte passou a ser investigada durante a investigação sobre a morte de Adauto Jorge, ex-diretor financeiro da Transunião, em 2025. Investigadores coletaram provas que apontavam para uso da concessionária no esquema do PCC, que, à época, auferiu mais de R$ 300 milhões do sistema de transportes paulistano.

Vereador preso pela 2ª vez

O petista voltou a ser preso no último dia 28/10 após relatório final da investigação ser enviado à Justiça. Tanto a Polícia Civil quanto o MPSP pediram a prisão preventiva dos cinco alvos iniciais, além da inclusão de dois novos nomes.

Entre os presos, além de Senival, estão: Lourival de França Monário, Jair Ramos de Freitas, Osiel Bernardino Pinto e Fábio Fernandes de Souza — os dois últimos foram inclusos recentemente após a Polícia Civil relatar o inquérito à Justiça.

Já Devanil Sousa Nascimento e Leonel Moreira Martins são considerados foragidos da Justiça.

A defesa do vereador nega envolvimento com organização criminosa ou participação em esquema de lavagem de dinheiro e afirma que serão adotadas as medidas judiciais cabíveis para questionar a necessidade e a legalidade da prisão.

O advogado Marcio Sayeg alega que o pedido de prisão não encontra fundamentação concreta suficiente. “A prisão preventiva não pode representar antecipação de pena, tampouco decorrer automaticamente da gravidade das acusações”, afirmou o advogado.

“Senival Moura permanece firme em sua declaração de inocência e confiante de que a verdade será esclarecida no curso do processo”, completa a nota enviada ao Metrópoles.