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São Paulo

SBT pode pagar multa astronômica após acusação de maus-tratos a rã

Apresentador Celso Portiolli e o SBT são alvos de uma ação civil pública movida por ONGs de proteção animal após programa com anfíbio

10/04/2026 15:56
Reprodução
Captura de tela de vídeo de Celso Portiolli segurando rã

A Justiça de São Paulo concedeu uma liminar contra o SBT após o episódio envolvendo suposto maus-tratos a uma rã durante exibição do programa “Domingo Legal”. A emissora, junto ao apresentador Celso Portiolli, é alvo de uma ação civil pública movida por ONGs de proteção animal após expor o anfíbio a uma suposta situação de estresse.

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A juíza responsável pelo caso atendeu ao pedido de tutela de urgência feito pelas entidades de proteção animal e decidiu que a emissora deverá, obrigatoriamente, adotar diretrizes mínimas de proteção e bem-estar, estabelecidas e supervisionadas por profissional médico veterinário habilitado, caso utilize animais em quadros de entretenimento.

Em caso de descumprimento, o canal de Silvio Santos poderá pagar multa de R$ 100 mil por animal eventualmente submetido a maus-tratos.

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Celso Portiolli mostra rã para plateia
Lucas Guimarães segura rã e persegue Manu Bahtidão
Chef de cozinha entrega rã a Lucas Guimarães
Celso Portiolli
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Celso Portiolli mostra rã para plateia
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Celso Portiolli mostra rã para plateia

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Lucas Guimarães segura rã e persegue Manu Bahtidão
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Lucas Guimarães segura rã e persegue Manu Bahtidão

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Chef de cozinha entrega rã a Lucas Guimarães
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Chef de cozinha entrega rã a Lucas Guimarães

Reprodução/SBT

SBT e Celso Portiolli são acusados de maus-tratos a rã

A ação foi movida pelas ONGs Instituto Thaís Viotto e Canto da Terra e pela Agência de Notícias de Direitos Animais (ANDA). O caso é referente ao programa “Domingo Legal” exibido no dia 22 de março de 2026.

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Na ocasião, a cantora Manu Bahtidão e o influenciador Lucas Guimarães deveriam experimentar pratos exóticos ao participarem do quadro “Cardápio Surpresa”. Em determinado momento, a chef responsável pelos pratos tira de um aquário uma rã viva, a coloca sobre a mesa, e o anfíbio começa a saltar pelo estúdio.

“Houve perseguição do animal pelo palco em meio a gritos e risadas da plateia, bem como realizada manipulação direta pelo apresentador, em contexto de humor e exposição midiática. A cena gerou forte repercussão social, com denúncias de maus-tratos e indignação pública, evidenciando o uso do animal SENCIENTE como mero instrumento de entretenimento”, afirmam as entidades.

Outro trecho do processo ainda diz que o animal “foi jogado, apertado e sacudido, submetido a intenso estresse, chegou a ser colocado dentro de um copo e foi manipulado de forma inadequada diante de plateia e iluminação intensa”.

Além do pedido de tutela de urgência, as ONGs pedem que Celso Portiolli e o SBT sejam condenados ao pagamento de danos morais coletivos. Além disso, desejam que o canal faça uma retratação pública, adote políticas de compliance de bem-estar animal e veicule campanhas educativas de conscientização sobre proteção animal em rede nacional.

Até o momento, Portiolli e a emissora ainda não se pronunciaram sobre a ação.