Rope jump: em carta, suspeito preso acusa colegas de sumir com GoPro
Carta foi escrita por João Antônio Pivetta Ribeiro da Silva. Segundo Polícia Civil, ele foi responsável por retirar câmera GoPro da vítima

Em uma carta de três páginas, João Antônio Pivetta Ribeiro da Silva, preso por, segundo a Polícia Civil, retirar a câmera GoPro acoplada ao braço de Maria Eduarda Rodrigues de Freitas, de 21 anos, morta após um salto de rope jump, acusou três colegas de estarem por trás do sumiço da câmera. A peça é considerada essencial para a investigação entender a dinâmica do caso, ocorrido no último dia 13/6, na Ponte do Esqueleto, em Limeira, interior de São Paulo.
João Antônio está preso temporariamente. O texto escrito por ele foi divulgado nessa quinta-feira (25/6) pelos advogados Ana Flavia de Almeida Foguel e Vitor Aurélio, que representam o suspeito.
Na carta, ele relata que, após a queda livre de Maria Eduarda, pediu ajuda pelo rádio e o primeiro a descer de rapel foi Luis Felipe Feliciano Egoroff, de 32, um dos três instrutores presos já no dia da morte.
Na sequência, segundo a carta, Kaue Felipe Silva Silveira, integrante do grupo Entre Cordas e considerado investigado– ele não está preso – “desceu rápido no rapel e foi até Maria Eduarda. Eu não vi o que ele fez, pois a enfermeira [testemunha] estava chegando e eu sinalizei o local [da queda]”, escreveu.
O texto destaca que outros integrantes do grupo também desceram para acompanhar o resgate, entre eles Luís Gustavo De Oliveira.
“Nomes que eu acredito ter levado a câmera para cima da ponte: Kauê, porque desceu muito rápido, não sabia fazer massagem cardíaca e ficou sozinho com a Maria Eduarda. E Gustavinho, porque estava embaixo [da ponte] e a Evelyne [apontada pela polícia como CEO do grupo Entre Cordas] pediu para ele subir por rádio”, acusa.
Presos no caso da morte após rope jump
No dia da morte (13/6), foram presos os instrutores que arremessaram a vítima:
- Maicon Fernandes Cintra;
- Luís Felipe Feliciano Egoroff;
- Vitor de Freitas Gonçalves.
Dias depois (20/6), foram presos integrantes da organização do evento:
- Evelyne dos Santos Gonçalves;
- João Antônio Pivetta da Silva;
- Gabriel Barros Martins .
Ao longo da carta, João Antônio clama para que a polícia consiga localizar a GoPro, além de pedir para que as pessoas presentes no evento divulguem novas imagens posteriores à queda de Maria Eduarda para, segundo ele, “esclarecer os fatos”.
“Por favor, ajudem a achar essa câmera. Sou apenas um ser humano comum que tenta fazer uma renda a mais para pagar as contas e educar os filhos. Estava prestando um serviço sem saber que a empresa era clandestina”, afirmou João.
João explicou que era o responsável por retirar as cordas e os equipamentos posteriormente aos saltos. Ele afirmou que estava atendendo um esportista quando ouviu o barulho da queda de Maria Eduarda. “Eu presto meus sentimentos à família da Maria Eduarda. Eu sou apenas um trabalhador comum, apenas um pai pedindo a ajuda de vocês”, finalizou.
A reportagem questionou a defesa dos citados por João e aguarda posicionamento. O espaço segue aberto para manifestações.

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