Quadrilha que negociava falsos créditos de ICMS é alvo de operação. Veja vídeo

Segundo a investigação, a quadrilha causou R$ 30 milhões de prejuízo usando créditos fictícios de ICMS para enganar empresas

atualizado

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Divulgação/ Polícia Civil
Imagem colorida de viaturas da polícia antes de operação. Metrópoles
1 de 1 Imagem colorida de viaturas da polícia antes de operação. Metrópoles - Foto: Divulgação/ Polícia Civil

Uma quadrilha que usava créditos fictícios de ICMS (Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços) para aplicar golpes é alvo de uma operação da Polícia Civil de São Paulo e da Secretaria da Fazenda e Planejamento (Sefaz) na manhã desta terça-feira (26/5).

Segundo a investigação, o grupo criminoso operava uma estrutura complexa cujo objetivo era enganar empresas por meio da comercialização de créditos de ICMS fictícios. O esquema teria causado um prejuízo de R$ 30 milhões. Até a publicação desta reportagem, quatro pessoas tinham sido presas.


Como funciona o golpe

  • O golpe começava com a fase da engenharia social, quando os suspeitos obtinham informações sobre as vítimas. Depois, um suspeito na figura do gatekeeper (homem de confiança) induzia as empresas ao erro oferecendo os créditos fictícios com um desconto tributário atrativo.
  • Após ser convencida, a vítima depositava mensalmente valores expressivos em uma empresa cofre (shell company), que centralizava o montante desviado.
  • Posteriormente, os valores desviados eram pulverizados entre os membros de uma “família lavadora” através de técnicas de fracionamento (smurfing) para distanciar o dinheiro da sua origem ilícita.
  • O esquema ainda usava um mecanismo chamado de “fluxo reverso” para simular o pagamento de obrigações e adiar a percepção do prejuízo por parte das empresas vítimas.
  • Por fim, a lavagem de dinheiro era concluída com o uso de consultorias de fachada e empresas de um sócio oculto.

A operação chamada “Respiro da Baleia” acontece após uma força-tarefa da 3ª Delegacia de Investigações sobre Fraudes Financeiras e Econômicas (DIG/DEIC) e da Diretoria de Fiscalização da Receita Estadual (Sefaz-SP). Além disso, participam da operação equipes da Polícia Civil de Londrina/ Paraná, totalizando um efetivo de 53 agentes.

As autoridades cumprem 14 mandados de busca e apreensão e prisão na capital paulista, na Grande São Paulo, região de Campinas e no estado do Paraná. Junto a isso, é realizado o sequestro de bens no total de R$ 362 milhões e de seis imóveis.

No esquema, constam a prática de crimes como estelionato, lavagem de dinheiro, organização criminosa, falsidade ideológica e crimes tributários. A investigação acredita que o resultado da operação pode revelar novas vítimas e abrir espaço para recuperação de ativos da Fazenda.

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