Mirelle Pinheiro

Golpe do ICMS fictício causa prejuízo de R$ 30 milhões

Segundo a polícia, os investigados ofereciam supostos créditos tributários de ICMS a empresários

atualizado

metropoles.com

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Divulgação/SSP
Imagem da Polícia Civil de São Paulo, que investiga caso de estupro coletivo envolvendo menores
1 de 1 Imagem da Polícia Civil de São Paulo, que investiga caso de estupro coletivo envolvendo menores - Foto: Divulgação/SSP

A Polícia Civil de São Paulo deflagrou, nesta terça-feira (26/5), a Operação Respiro da Baleia para desarticular grupo suspeito de aplicar golpes milionários envolvendo créditos fictícios de Imposto sobre Operações relativas à Circulação de Mercadorias e sobre Prestações de Serviços (ICMS) e lavagem de dinheiro.

Ao todo, foram expedidos 19 mandados judiciais, sendo cinco prisões temporárias e 14 mandados de busca e apreensão cumpridos em cidades da capital paulista, região metropolitana, interior de São Paulo e no Paraná.

As apurações são conduzidas pela 3ª Delegacia da Divisão de Investigações Gerais (DIG), ligada ao Departamento Estadual de Investigações Criminais (Deic), e apontam que o esquema teria causado prejuízo superior a R$ 30 milhões a uma única empresa.

Segundo a polícia, os alvos da operação ofereciam supostos créditos tributários de ICMS a empresários. Após convencer as vítimas, o grupo direcionava os valores para empresas utilizadas como centrais de ocultação financeira.

A diligência policial aponta que o esquema operava em várias etapas. Primeiro, ocorria a aproximação com as vítimas por meio de estrutura de convencimento baseada em falsa credibilidade e promessa de compensações tributárias inexistentes.

Na sequência, o dinheiro era pulverizado entre contas de terceiros e integrantes do grupo em operações fracionadas, técnica conhecida como “smurfing”, para dificultar o rastreamento dos recursos.

Os policiais também identificaram mecanismo chamado pelos investigadores de “Respiro da Baleia”, utilizado para simular pagamentos e retardar a descoberta do prejuízo pelas vítimas.

Ainda segundo a apuração, empresas de fachada e consultorias fictícias eram usadas para dar aparência legal ao dinheiro desviado e concluir o ciclo de lavagem de capitais.

A operação mobilizou força-tarefa formada por policiais civis de São Paulo e do Paraná, além de auditores da Secretaria da Fazenda paulista. Ao todo, participaram da ofensiva 46 agentes e 19 viaturas.

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