PT cobra Fux por “segurar” ação contra anistia a multas de Bolsonaro

Ação que questiona anistia do governo Tarcísio às multas aplicadas na pandemia aguarda análise de Luiz Fux desde maio de 2024

atualizado

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Presidente da República, jair Bolsonaro e o ministro Luiz Fux participa da solenidade de posse do Ministro Luis Felipe Salomão no cargo de Corregedor Nacional de Justiça, no Conselho Nacional de Justiça CNJ 6Presidente da República, jair Bolsonaro e o ministro Luiz Fux participa da solenidade de posse do Ministro Luis Felipe Salomão no cargo de Corregedor Nacional de Justiça, no Conselho Nacional de Justiça CNJ
1 de 1 Presidente da República, jair Bolsonaro e o ministro Luiz Fux participa da solenidade de posse do Ministro Luis Felipe Salomão no cargo de Corregedor Nacional de Justiça, no Conselho Nacional de Justiça CNJ 6Presidente da República, jair Bolsonaro e o ministro Luiz Fux participa da solenidade de posse do Ministro Luis Felipe Salomão no cargo de Corregedor Nacional de Justiça, no Conselho Nacional de Justiça CNJ - Foto: Igo Estrela/Metrópoles

Parlamentares do PT paulista questionam a demora do ministro Luiz Fux, do Supremo Tribunal Federal (STF), para decidir sobre uma ação de inconstitucionalidade contra a lei do governo Tarcísio de Freitas (Republicanos) que anistiou as multas por violação das medidas sanitárias na pandemia de Covid, beneficiando o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).

Fux é relator da Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI), movida pelo PT em novembro de 2023. Se a anistia for mantida, Bolsonaro deixará de pagar mais de R$ 1 milhão ao estado de São Paulo por não ter usado máscara na pandemia.

O ministro do STF, que votou pela absolvição de Bolsonaro no julgamento que condenou o ex-presidente a 27 anos de prisão por tentativa de golpe de Estado, está com a ADI há 16 meses em seu gabinete. Para o deputado estadual Paulo Fiorilo (PT), responsável pela ação, a demora na análise da ação é um “desrespeito”.

“Considero um desrespeito às famílias das mais de 700 mil vítimas da Covid que o pedido para tornar inconstitucional uma lei que premiou os negacionistas dos pagamentos de suas multas durante a pandemia permaneça sem decisão desde 2023. Espero que agora o ministro Luiz Fux tenha mais tempo de apreciar a nossa Ação Direta de Inconstitucionalidade. Negacionismo e golpismo são intoleráveis na democracia”, disse o deputado estadual Paulo Fiorilo (PT) ao Metrópoles.

A ADI está parada no gabinete de Fux desde maio de 2024, após a Procuradoria-Geral da República (PGR) ter se manifestado a favor da derrubada da lei aprovada pela Assembleia Legislativa (Alesp). A última movimentação é uma petição da Prefeitura Municipal de São Carlos, de agosto deste ano, pedindo informações sobre o alcance jurídico aos municípios de uma eventual decisão do STF.


Relembre a anistia às multas da Covid em SP

  • Em outubro de 2023, a Alesp aprovou o projeto de lei apresentado pelo governador Tarcísio de Freitas para anistiar multas para quem desrespeitou a obrigatoriedade do uso de máscaras durante o período mais crítico da pandemia de Covid.
  • A anistia contempla Jair Bolsonaro, que acumula dívidas de mais de R$ 1 milhão devido a multas que levou entre julho de 2021 e junho de 2022 por não usar as máscaras.
  • O deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP), filho do ex-presidente, também foi multado em R$ 113 mil por ter sido flagrado circulando sem máscara em duas oportunidades.
  • Com a anistia, o governo do estado deixou de arrecadar R$ 72 milhões em multas aplicadas durante o governo João Doria (ex-PSDB), desafeto de Bolsonaro, que decretou a obrigatoriedade do uso de máscaras em locais públicos no ápice da pandemia.
  • Para defender o perdão, o governo argumentou no projeto de lei que a administração tem sido sobrecarregada “com o gerenciamento de processos administrativos e de cobranças de multas sem finalidade arrecadatória”.

 

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