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São Paulo

Líderes do PSD na Alesp sob gestão Tarcísio deixam partido de Kassab

Paulo Corrêa Jr. e Oseias de Madureira, que lideraram o PSD de Kassab, vão ao Republicanos, de Tarcísio, e ao PL, de Flávio Bolsonaro

12/03/2026 02:15, atualizado 12/03/2026 06:32
Mônica Andrade/Governo de SP
Tarcísio de Freitas e Gilberto Kassab. Tarcísio, à esquerda, está de terno e gravata. Kassab, à esquerda, de camisa branca. Eles sorriem - Metrópoles

Os líderes da bancada do PSD na Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp), nesta gestão do governador Tarcísio de Freitas (Republicanos), estão prestes a mudar de partido.

O atual líder da bancada do PSD, Oseias de Madureira, irá para o PL, do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). Paulo Corrêa Júnior, que liderou o PSD na Alesp nos dois primeiros anos do mandato de Tarcísio, deve ter como destino o Republicanos, partido do governador.

O presidente nacional do PSD é Gilberto Kassab, que comanda a Secretaria de Governo e Relações Institucionais de São Paulo, uma das mais importantes da gestão.

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As mudanças ocorrem em meio ao aumento da bancada do PSD na Alesp, que até então tinha apenas quatro parlamentares. Em fevereiro, Kassab acertou a filiação de 6 dos 8 deputados estaduais que compunham a bancada do PSDB.

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Sob reserva, fontes do PSD dizem que, com as mudanças no tabuleiro, o deputado Rogério Nogueira, líder da bancada tucana na Alesp, deve assumir a liderança do partido de Kassab.

Os deputados precisam mudar de partido até o dia 3 de abril, data em que se encerra a janela partidária iniciada na quinta-feira passada (5/3). O calendário faz parte das regras do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) para as eleições de outubro de 2026.

Ministério de Madureira migra ao PL

A filiação de Oseias de Madureira ao PL foi uma decisão tomada pela cúpula do Ministério de Madureira, braço da Assembleia de Deus, uma das principais instituições evangélicas do país. Oseias é pastor da igreja de São Bernardo do Campo, assim como o líder do PL na Alesp, Alex de Madureira (PL-SP), também pastora.

A mesma migração partidária será feita pelo deputado federal Cezinha Madureira, que está no PSD e irá para o partido de Jair Bolsonaro. Ambos podem fazer uma “dobradinha” nas eleições de 2026 – Oseias faria campanha para Cezinha como deputado estadual, que por sua vez apoiaria o deputado estadual para renovar seu mandato na Alesp.

Não se descarta, porém, a possibilidade de Cezinha de Madureira concorrer ao Senado. A possibilidade é ventilada, principalmente se o PL não conseguir emplacar o vice-governador na chapa de Tarcísio. Deputados defendem o nome do presidente da Alesp, André do Prado (PL), para compor a candidatura que tenta a reeleição no Palácio dos Bandeirantes.

Hoje, a vaga está com o PSD, partido do atual vice-governador Felício Ramuth – Tarcísio tem dito que pretende mantê-lo. No entanto, há chances de que Ramuth possa mudar de partido.

Ex-líder vai ao governador

Líder do PSD na Alesp em 2023 e 2024, o deputado Paulo Corrêa Júnior tem se queixado do aumento de quadros do PSD na Baixada Santista, seu reduto eleitoral, sem consulta prévia. O partido articula ao menos cinco candidaturas na região.

Também de Santos, o deputado estadual Tenente Coimbra teria se irritado com a disputa de espaço. Segundo parlamentares do PL, em uma reunião da bancada, Coimbra ameaçou sair do partido para se filiar ao Novo, caso Corrêa Jr. seja integrado ao PL.

O Republicanos se tornou, assim, um destino provável do ex-líder do PSD na Alesp. Ele, no entanto, espera ainda uma conversa com o governador para decidir seu futuro.

Tarcísio x Kassab: crise e trégua

A dança das cadeiras ocorre em meio a um vaivém na relação entre Tarcísio e Kassab. Como mostrou o Metrópoles, o presidente do PSD agora tem dito a interlocutores que o apoio à reeleição de Tarcísio é “incondicional”.

Kassab chegou a ir às redes sociais para negar crise com Tarcísio e acusar “pessoas que têm dificuldades em aceitar parcerias sólidas, transparentes e corretas”.

Antes das declarações pacifistas tanto de Tarcísio quanto de Kassab, rumores pelos corredores do Palácio dos Bandeirantes indicaram irritação do governador com seu secretário por duas declarações públicas: uma em que Kassab sugere que Tarcísio seria submisso a Bolsonaro e outra em que ele iria formar um palanque vencedor para seu candidato à Presidência no estado.

A vaga de vice-governador está no centro das rusgas porque Kassab quer o lugar de seu correligionário Felício Ramuth.

Agora, ele tem dito que o apoio a Tarcísio não está condicionado à escolha de vice, enquanto no âmbito nacional mantém ministros no governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e deve disputar votos com o petista e Flávio Bolsonaro (PL) no primeiro turno das eleições por meio de um dos três presidenciáveis do PSD hoje no jogo.