Líderes do PSD na Alesp sob gestão Tarcísio deixam partido de Kassab

Paulo Corrêa Jr. e Oseias de Madureira, que lideraram o PSD de Kassab, vão ao Republicanos, de Tarcísio, e ao PL, de Flávio Bolsonaro

atualizado

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Mônica Andrade/Governo de SP
Tarcísio de Freitas e Gilberto Kassab. Tarcísio, à esquerda, está de terno e gravata. Kassab, à esquerda, de camisa branca. Eles sorriem - Metrópoles
1 de 1 Tarcísio de Freitas e Gilberto Kassab. Tarcísio, à esquerda, está de terno e gravata. Kassab, à esquerda, de camisa branca. Eles sorriem - Metrópoles - Foto: Mônica Andrade/Governo de SP

Os líderes da bancada do PSD na Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp) nesta gestão do governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) estão prestes a mudar de partido.

O atual líder da bancada do PSD, Oseias de Madureira, irá para o PL, do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). Paulo Corrêa Júnior, que liderou o PSD na Alesp nos dois primeiros anos do mandato de Tarcísio, deve ter como destino o Republicanos, partido do governador.

O presidente nacional do PSD é Gilberto Kassab, que comanda a Secretaria de Governo e Relações Institucionais de São Paulo, uma das mais importantes da gestão.

As mudanças ocorrem em meio ao aumento da bancada do PSD na Alesp, que até então tinha apenas quatro parlamentares. Em fevereiro, Kassab acertou a filiação de 6 dos 8 deputados estaduais que compunham a bancada do PSDB.

Sob reserva, fontes do PSD dizem que, com as mudanças no tabuleiro, o deputado Rogério Nogueira, líder da bancada tucana na Alesp, deve assumir a liderança do partido de Kassab.

Os deputados precisam mudar de partido até o dia 3 de abril, data em que se encerra a janela partidária iniciada na quinta-feira passada (5/3). O calendário faz parte das regras do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) para as eleições de outubro de 2026.

Ministério de Madureira migra ao PL

A filiação de Oseias de Madureira ao PL foi uma decisão tomada pela cúpula do Ministério de Madureira, braço da Assembleia de Deus, uma das principais instituições evangélicas do país. Oseias é pastor da igreja de São Bernardo do Campo, assim como o líder do PL na Alesp, Alex de Madureira (PL-SP), também pastora.

A mesma migração partidária será feita pelo deputado federal Cezinha Madureira, que está no PSD e irá para o partido de Jair Bolsonaro. Ambos podem fazer uma “dobradinha” nas eleições de 2026 – Oseias faria campanha para Cezinha como deputado estadual, que por sua vez apoiaria o deputado estadual para renovar seu mandato na Alesp.

Não se descarta, porém, a possibilidade de Cezinha de Madureira concorrer ao Senado. A possibilidade é ventilada, principalmente se o PL não conseguir emplacar o vice-governador na chapa de Tarcísio. Deputados defendem o nome do presidente da Alesp, André do Prado (PL), para compor a candidatura que tenta a reeleição no Palácio dos Bandeirantes.

Hoje, a vaga está com o PSD, partido do atual vice-governador Felício Ramuth – Tarcísio tem dito que pretende mantê-lo. No entanto, há chances de que Ramuth possa mudar de partido.

Ex-líder vai ao governador

Líder do PSD na Alesp em 2023 e 2024, o deputado Paulo Corrêa Júnior tem se queixado do aumento de quadros do PSD na Baixada Santista, seu reduto eleitoral, sem consulta prévia. O partido articula ao menos cinco candidaturas na região.

Também de Santos, o deputado estadual Tenente Coimbra teria se irritado com a disputa de espaço. Segundo parlamentares do PL, em uma reunião da bancada, Coimbra ameaçou sair do partido para se filiar ao Novo, caso Corrêa Jr. seja integrado ao PL.

O Republicanos se tornou, assim, um destino provável do ex-líder do PSD na Alesp. Ele, no entanto, espera ainda uma conversa com o governador para decidir seu futuro.

Tarcísio x Kassab: crise e trégua

A dança das cadeiras ocorre em meio a um vaivém na relação entre Tarcísio e Kassab. Como mostrou o Metrópoles , o presidente do PSD agora tem dito a interlocutores que o apoio à reeleição de Tarcísio é “incondicional”.

Kassab chegou a ir às redes sociais para negar uma crise com Tarcísio e acusar “pessoas que têm dificuldades em aceitar parcerias sólidas, transparentes e corretas”.

Antes das declarações pacifistas tanto de Tarcísio quanto de Kassab, rumores pelos corredores do Palácio dos Bandeirantes indicaram irritação do governador com seu secretário por duas declarações públicas: uma em que Kassab sugere que Tarcísio seria submisso a Bolsonaro e outra em que ele iria formar um palanque vencedor para seu candidato à Presidência no estado.

A vaga de vice-governador está no centro das rusgas porque Kassab quer o lugar de seu correligionário Felício Ramuth.

Agora, ele tem dito que o apoio a Tarcísio não está condicionado à escolha de vice, enquanto no âmbito nacional mantém ministros no governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e deve disputar votos com o petista e Flávio Bolsonaro (PL) no primeiro turno das eleições por meio de um dos três presidenciáveis do PSD hoje no jogo.

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