Após crise, Kassab sinaliza trégua e apoio “incondicional” a Tarcísio
Kassab tem afirmado a aliados que estará no projeto de reeleição de Tarcísio, após especulações de possível rompimento em meio a crise
atualizado
Compartilhar notícia

Após viver uma crise com Tarcísio de Freitas (Republicanos), o presidente nacional do PSD, Gilberto Kassab, tem sinalizado a aliados que a relação com o governador de São Paulo está boa e que o apoio do seu partido à reeleição do chefe do Palácio dos Bandeirantes é “incondicional”.
O PSD está no centro de um impasse envolvendo a escolha da vice da chapa de Tarcísio, já que o governador pretende manter o atual Felício Ramuth (PSD), ao mesmo tempo em que Kassab trabalhava para ocupar a vaga, visando concorrer ao governo paulista em 2030.
Nos bastidores, Tarcísio rechaça a ideia de colocar o cacique como seu vice e aliados passaram a aventar uma possível troca de partido por parte de Ramuth, como forma de tentar se manter na chapa. Isso passou a alimentar especulações de um possível racha entre o PSD e a coalização em torno do governador, movimento negado pelas duas partes.
O PL também pleiteia a vice, tendo o presidente da Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp), André do Prado, como postulante. Tarcísio, no entanto, avisou a Flávio Bolsonaro (PL) que a escolha será pessoal. Tarcísio e os partidos aliados pretendem oficializar os nomes da chapa, tanto para a vice como para o Senado, em um evento no final do mês.
A interlocutores, Kassab reforça que não pretende romper com Tarcísio e que estará no projeto do governador mesmo que não consiga ser o vice.
Aliados do ex-prefeito também ressaltam que o PSD conta com três secretarias no governo paulista – incluindo o próprio Kassab, que ocupa a secretaria de Governo – e que, portanto, não faria sentido para o partido deixar de fazer parte da aliança, uma vez que as pesquisas indicam favoritismo de Tarcísio para a reeleição.
Rusgas entre Tarcísio e Kassab
Além da questão da vice, uma declaração feita por Kassab na qual afirma que não se poderia confundir lealdade com submissão, em referência à relação entre Tarcísio e a família Bolsonaro, teria irritado o governador, que respondeu dizendo que “quem fala de submissão não entende nada de lealdade”.
Outro foco de desgaste entre o PSD e partidos da base de Tarcísio é a postura agressiva de Kassab em filiar quadros das outras legendas, principalmente do PSDB. A crítica é de que o presidente do PSD tenha se aproveitado do cargo no governo para fortalecer o próprio partido.
No final de fevereiro, após a troca de farpas públicas, Kassab foi às redes sociais para desmentir a crise na relação com o governador. “Vão se desiludir os que apostam num afastamento entre mim, o PSD e Tarcísio de Freitas. Vamos continuar juntos num projeto de São Paulo e Brasil”, escreveu.
Apesar dos afagos, o entorno de Tarcísio entende que a tendência é que Kassab deixe o cargo nas próximas semanas, para se dedicar à montagem dos palanques e chapas do PSD em São Paulo e nos demais estados.












