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Kassab nega crise após receber afago de Tarcísio: “Vão se iludir”

Nas redes sociais, Gilberto Kassab repostou fala do governador Tarcísio de Freitas também negando atrito entre ambos

atualizado

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Mônica Andrade/Governo de SP
O governador Tarcísio de Freitas e seu secretário Gilberto Kassab
1 de 1 O governador Tarcísio de Freitas e seu secretário Gilberto Kassab - Foto: Mônica Andrade/Governo de SP

O presidente nacional do PSD, Gilberto Kassab, foi às redes sociais para desmentir que haja uma crise na relação com o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos). Nas últimas semanas, ambos trocaram indiretas em manifestações públicas que alimentaram especulações de rompimento político.

“Existem pessoas que têm dificuldades em aceitar parcerias sólidas, transparentes e corretas. Tenho o privilégio de ser presidente de um partido que se tornou grande, respeitado e que tem como integrantes os melhores quadros da vida pública brasileira. De maneira oficial, tenho transmitido desde 2022 que o PSD abraçou o projeto do governador Tarcísio de Freitas. Esta posição incomoda a muitos”, afirmou Kassab em seu perfil oficial.

Junto com a mensagem, o cacique postou o trecho de uma entrevista de Tarcísio em que o governador nega que haja uma pressão do presidente do PSD para ser seu vice na chapa pela reeleição e faz elogios ao espírito público do político, que também é secretário de Governo e Relações Institucionais de Tarcísio.

“Não há pressão por parte do Gilberto Kassab”, disse Tarcísio em entrevista à rádio TMC.

Pressão e incômodo

Nas últimas semanas, aliados de ambos têm afirmado que há um incômodo por parte de Tarcísio com uma suposta pressão que Kassab estaria fazendo nos bastidores para ser o vice. O governador tem sinalizado que deseja manter no posto Felício Ramuth, também do PSD.

Diante do impasse, o próprio Ramuth já admitiu a interlocutores que pode trocar de partido para se manter na vice, o que tem alimentado especulações de um possível racha entre a coalizão de Tarcísio e o PSD, o que foi rechaçado por Kassab.

Além disso, uma declaração feita por Kassab dizendo que não se poderia confundir lealdade com submissão, em referência à relação entre Tarcísio e a família Bolsonaro teria irritado o governador, que respondeu dizendo que “quem fala de submissão não entende nada de lealdade”.

Outro foco de desgaste entre o PSD e partidos da base de Tarcísio é a postura agressiva de Kassab em filiar quadros das outras legendas, principalmente do PSDB. A crítica é de que o presidente do PSD tenha se aproveitado do cargo no governo para fortalecer o próprio partido.

“Vão se desiludir os que apostam num afastamento entre mim, o PSD e Tarcísio de Freitas. Vamos continuar juntos num projeto de São Paulo e Brasil”, disse o cacique.

Apesar dos afagos, o entorno de Tarcísio entende que a tendência é que Kassab deixe o cargo nas próximas semanas, para se dedicar à montagem dos palanques e chapas do PSD em São Paulo e nos demais estados.

Embora seja da base de Tarcísio, o partido não deve apoiar a candidatura de Flávio Bolsonaro (PL) ao Palácio do Planalto no primeiro turno. A legenda mantém três governadores como pré-candidatos à Presidência: Ratinho Jr (Paraná), Eduardo Leite (Rio Grande do Sul) e Ronaldo Caiado (Goiás).

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