PT quer Valdemar em CPI da Alesp para explicar fala sobre Banco Master
Requerimento para ouvir o presidente do PL, Valdemar Costa Neto, na CPI das Pirâmides Financeiras da Alesp pode ser votado na quarta (11/3)
atualizado
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O deputado estadual Paulo Fiorilo (PT-SP) fez um requerimento para ouvir o presidente nacional do PL, Valdemar Costa Neto, na Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) das Pirâmides Financeiras, da Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo (Alesp). O pedido deve ser analisado na próxima quarta-feira (11/3).
Valdemar também é alvo de um pedido de investigação na Procuradoria-Geral da República (PGR) pela mesma declaração. O deputado federal Alencar Santana (PT-SP) entrou com uma notícia-crime contra o presidente do PL.
Em entrevista à Band, Valdemar disse que “tem gente aqui de São Paulo que me falaram essa semana, gente conhecida nossa aí, que pedia pros prefeitos comprar títulos, ações do Banco Master”.
Dono de consultoria é alvo de CPI
Outro alvo de Fiorilo na CPI é o CEO da consultoria Crédito e Mercado, Renan Foglia Calamia. Como revelou o Metrópoles, a empresa aparece em contratos de mais de 20 municípios paulistas e indicou investimentos no Banco Master.
Os documentos eram assinados pelo advogado Cecílio Galvão, citado nas investigações das fraudes no Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).
Segundo o deputado Paulo Fiorilo, a comissão busca esclarecer possíveis conexões entre consultorias financeiras, regimes próprios de previdência municipal e investimentos realizados em fundos ligados ao Banco Master.
“Essa triangulação precisa ser explicada. Com Daniel Vorcaro e Fabiano Zettel presos, é fundamental que as ramificações no estado de São Paulo sejam investigadas, para evitar que mais trabalhadores e aposentados tenham suas reservas prejudicadas em operações de alto risco”, afirmou Fiorilo.
Citado pelo parlamentar, o ex-dono do Banco Master, Daniel Vorcaro, foi preso pela segunda vez na semana passada, alvo da Operação Compliance Zero, da Polícia Federal (PF). Já Zettel, cunhado do ex-banqueiro e também citado pelo deputado, doou R$ 2 milhões para a campanha do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos-SP).
