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São Paulo

Professores municipais fazem paralisação e cobram reajuste salarial

Categoria participa de protesto nesta quarta-feira (15/4) em frente à Secretaria da Educação e pede aumento de 15,4%

Jessica Bernardo15/04/2026 16:43, atualizado 15/04/2026 20:21
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imagem colorida mostra professores em manifestação eles carregam faixas e bandeiras pedindo por aumento salarial e outros temas

Professores da rede municipal de ensino fizeram um protesto nesta quarta-feira (15/4), em frente à sede da Secretaria da Educação, na Vila Mariana, zona sul de São Paulo. Eles reivindicavam aumento de 15,4%, melhores condições de trabalho e o fim de privatizações na educação municipal, entre outras pautas.

A Rua Borges Lagoa chegou a ficar totalmente interditada no trecho em frente ao prédio da secretaria. A manifestação aconteceu em meio a uma paralisação dos docentes, acordada na assembleia anterior da categoria, no dia 9 de abril.

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Protesto de professores em frente à sede da SME
Protesto de professores começou às 14h
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Protesto de professores começou às 14h

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Protesto de professores em frente à sede da SME
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Protesto de professores em frente à sede da SME

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Segundo uma diretora do Sindicato dos Profissionais em Educação no Ensino Municipal de São Paulo (Sinpeeem), 70% das escolas da região de Pirituba, por exemplo, tiveram adesão total à paralisação. Em nota, a Secretaria da Educação disse que menos de 3% das escolas da capital paulista foram afetadas pela paralisação desta quarta.

Membros do Sindicato Especialistas Ensino Público São Paulo (Sinesp) e do Sindicato dos Trabalhadores nas Unidades de Educação Infantil (Sedin) e do Sinpeeem participaram de uma reunião na Secretaria da Educação para debater as pautas da categoria.

Não houve acordo, segundo os representantes sindicais, e a categoria marcou uma nova manifestação, além de uma assembleia com indicativo de greve, para o dia 28 de abril, em frente à Prefeitura.

Os professores alegam que enfrentam um arrocho salarial de mais de 40% desde 2018 porque os reajustes feitos não recompuseram as perdas da inflação do período. Também estão entre as reivindicações do movimento a criação de políticas de prevenção e assistência à saúde dos profissionais de educação.

Em nota, a Prefeitura disse que investiu mais de R$ 7 bilhões em medidas de valorização dos servidores públicos com reajustes na Revisão Geral Anual (RGA) das remunerações, desde 2021. A gestão Ricardo Nunes (MDB) alega que valorizou as remunerações iniciais dos professores e deu reajustes de benefícios como Auxílio-Refeição e Vale-Alimentação acima da inflação no período.

“O investimento também se evidencia com a nomeação de quase 30 mil novos servidores em diversas carreiras, sendo 17.610 apenas na área da Educação”, diz nota enviada à reportagem.

A gestão disse que as ausências não justificadas de professores nas escolas nesta quarta serão descontadas.

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