Professor é preso após assediar funcionária em escola de Guarulhos
Homem confessou o crime ao ser abordado por PMs. Segundo a filha da vítima, a mãe, funcionária da escola, precisou de atendimento médico
atualizado
Compartilhar notícia

Um professor foi preso por importunação sexual em uma escola no bairro Vila São Rafael, em Guarulhos, região metropolitana de São Paulo.
A ação ocorreu contra uma outra funcionária, dentro da própria unidade da Escola Estadual Ary Gomes, na segunda-feira (6/4). Segundo a Secretaria da Segurança Pública (SSP), policiais militares foram acionados para atender a ocorrência e, no local, o professor, de 26 anos, confessou o crime e foi preso em flagrante. O caso foi registrado na Delegacia da Mulher de Guarulhos.
Em publicação nas redes sociais, Vania Galindo, filha da vítima, lamentou o episódio.
“Infelizmente, o que deveria ser um ambiente de respeito se tornou palco de um trauma. Minha mãe foi vítima de importunação sexual por parte de um professor temporário da unidade”, escreveu.
Ainda de acordo com Vania, sua mãe precisou de atendimento médico após o assédio, em função de uma crise severa de gastrite nervosa que teria sido causada pelo impacto do ocorrido.
Ela também afirmou que, ao confessar o crime aos policiais, o homem teria desdenhado da situação e perguntado se iria “ficar [preso] apenas dois dias”.
“Eu temo pelos tantos alunos que ficaram expostos a um homem desse assim como minha mãe ficou”, acrescentou Vania.
Em comunicado, a escola afirmou que “os fatos já foram apurados e as providências já foram tomadas”, mas não especificou quais ações foram adotadas.
Professor terá vínculo encerrado
Questionada pelo Metrópoles, a Secretaria Estadual de Educação (Seduc) afirmou que “repudia veementemente toda e qualquer forma de assédio sexual”, e que “lamenta que a colaboradora tenha passado por essa situação, ocorrida quando já não havia alunos na escola”.
Ainda de acordo com a Secretaria, o professor, que possuía contrato temporário, terá seu vínculo encerrado.
A funcionária, por sua vez, recebeu apoio da unidade escolar na delegacia. A Seduc acrescentou que a escola segue colaborando com as autoridades responsáveis pela investigação do caso.
