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São Paulo

PM Gisele: delegado, peritos e amiga serão os primeiros a depor

Processo que investiga a morte da PM Gisele terá uma série de oitivas com 42 testemunhas já a partir do dia 29 de junho, até 2 de julho

24/06/2026 07:00
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Reprodução/TJM
Homem branco cabelo curto, trajando camiseta amarela com ambas as mãos para o alto. Tenente-coronel Geraldo Leite Rosa Neto - Metrópoles

As audiências de instrução na Justiça do caso da policial militar (PM) Gisele Alves Santana começam na próxima segunda-feira (29/6), no Fórum Criminal da Barra Funda, na zona oeste de São Paulo. A etapa marca o início da fase em que testemunhas de acusação e defesa serão ouvidas antes da decisão sobre o futuro do processo contra o tenente-coronel Geraldo Leite Rosa Neto, acusado de matar a esposa com um tiro na cabeça.

Segundo a assistência de acusação, os depoimentos devem se estender por vários dias, devido ao grande número de pessoas convocadas para prestar esclarecimentos. Ao todo, 42 testemunhas foram arroladas no processo. O cronograma prevê oitivas entre os dias 29 de junho e 2 de julho. Já o interrogatório do acusado está reservado para o dia 3 de julho.

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Gisele Alves Santana e Geraldo Leite Rosa Neto
Inicialmente, o caso foi registrado como suicídio, mas depois o coronel foi preso e é investigado por feminicídio
Oficial ignorou recomendação e cruzou a porta do imóvel acompanhado por policiais
PM Gisele: delegado, peritos e amiga serão os primeiros a depor - imagem 5
Publicação no Diário Oficial garante salário integral ao coronel, que somou mais de R$ 28 mil, enquanto a PM Gisele recebia R$ 7 mil
Gisele foi encontrada morta em fevereiro
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Gisele foi encontrada morta em fevereiro

Redes Sociais/Reprodução
Gisele Alves Santana e Geraldo Leite Rosa Neto
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Gisele Alves Santana e Geraldo Leite Rosa Neto

Redes Sociais/Reprodução
Inicialmente, o caso foi registrado como suicídio, mas depois o coronel foi preso e é investigado por feminicídio
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Inicialmente, o caso foi registrado como suicídio, mas depois o coronel foi preso e é investigado por feminicídio

Arquivo pessoal
Oficial ignorou recomendação e cruzou a porta do imóvel acompanhado por policiais
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Oficial ignorou recomendação e cruzou a porta do imóvel acompanhado por policiais

Polícia Civil/Reprodução
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Publicação no Diário Oficial garante salário integral ao coronel, que somou mais de R$ 28 mil, enquanto a PM Gisele recebia R$ 7 mil

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Policiais reforçam que qualquer manipulação deve ser feita apenas pela perícia
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Tenente-coronel teve prisão decretada por morte da esposa, a PM Gisele
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Tenente-coronel teve prisão decretada por morte da esposa, a PM Gisele

Arquivo pessoal
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Fabio Vieira/Especial Metrópoles

No primeiro dia de audiência, a Justiça ouvirá sete testemunhas consideradas importantes para a investigação. Entre elas, estão o delegado Lucas de Souza Lopes, responsável pelas investigações do caso, os peritos Amanda Rodrigues Marinone e Tadeu Gomes Correa, que atuaram na análise da cena e do corpo da vítima, além da sargento da PM Damiana Alves da Silva, apontada como amiga próxima e confidente de Gisele. Também devem prestar depoimento policiais que atenderam a ocorrência e uma vizinha do casal.

Após a conclusão dessa fase, acusação e defesa poderão solicitar diligências complementares e apresentar suas manifestações finais. Em seguida, a Justiça decidirá se o tenente-coronel será levado a julgamento pelo Tribunal do Júri ou se o processo seguirá por outro caminho.


Relembre o caso


Desembargador não está entre testemunhas arroladas

O desembargador Marco Antônio Pinheiro Machado Cogan, amigo pessoal do tenente-coronel e para quem Geraldo ligou após o disparo, não foi arrolado como testemunha para a audiência de instrução. Os autos mostram que tanto a acusação quanto a defesa entenderam que sua participação, embora relevante no dia dos fatos, não era necessária ou pertinente para a prova do crime em si.

O magistrado foi até o apartamento na manhã em que Gisele foi encontrada morta e orientou o tenente-coronel. Antes disso, o militar havia ligado diversas vezes para o desembargador.

Cogan relatou à Polícia Civil que, naquela manhã, havia acabado de sair de uma aula de ginástica, quando recebeu uma ligação do coronel, que falava de forma acelerada e nervosa. Registros da Polícia Científica, obtidos pelo Metrópoles, mostram que esse contato não foi imediato nem único.

Antes de conseguir falar pela primeira vez com o desembargador, às 8h04, o tenente-coronel tentou contato ao menos três vezes, entre 8h02 e 8h03, sem sucesso. Há ainda registros de novas oito tentativas até que, por volta das 8h41, o magistrado atende novamente à chamada do oficial.

Além do desembargador, Geraldo Neto já havia feito outras ligações, tentando acionar o 190, não aguardando atendimento em um primeiro momento. Também falou com um superior e, só depois, voltou a buscar contato externo, incluindo o magistrado.


Veja o calendário de oitivas

29 de junho (7 pessoas)

  • Lucas de Souza Lopes (delegado que investigou o caso)
  • Tadeu Gomes Correa (perito criminal e médico legista que investigou o corpo da vítima)
  • Amanda Rodrigues Marinone (perita criminal que investigou a cena do crime)
  • Damiana Alves da Silva (sargento da PM, psicóloga e confidente de Gisele)
  • Guilherme Adriano Lucas (1º tenente da PM que atendeu a ocorrência)
  • Adalberto Fernandes Lima (PM)
  • Julle Anne Gonçalves Matos Bozio (vizinha do casal)

Prisão do coronel

A prisão do oficial Geraldo Leite Rosa Neto foi solicitada pela Polícia Civil no dia 17 de março, após o resultado dos laudos descartar a hipótese de suicídio sustentada por ele.  O coronel foi preso na manhã do dia 18, em um condomínio residencial de São José dos Campos, interior de São Paulo, exatamente um mês após a morte da esposa.

Ao chegar às dependências ao Presídio Militar Romão Gomes, na zona norte de São Paulo, na tarde de quarta-feira (18/3), o tenente-coronel foi recebido com abraços por colegas de farda. Veja:

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