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São Paulo

PCC: Leo do Moinho e sócio da UpBus estão entre alvos de operação

Deflagrada nesta terça-feira (21/7), Operação Janus mira esquema financeiro com envolvimento do PCC

21/07/2026 10:20, atualizado 21/07/2026 12:02
Reprodução
Imagem colorida mostra alvos de operação conta o PCC. Metrópoles

Autoridades de São Paulo deflagraram, nesta terça-feira (21/7), operação contra esquema financeiro com envolvimento do Primeiro Comando da Capital (PCC). Entre os alvos, estão Leonardo Monteiro Moja, apontado como líder do PCC na cidade, e Alexandre Salles Brito, investigado por lavagem de dinheiro por meio de empresas de ônibus na capital. Os dois já haviam sido presos em outras diligências policiais.

Conhecido como Leo Moja ou Leo do Moinho, Leonardo Monteiro Moja foi detido em agosto de 2024. Segundo as autoridades, ele controlava o tráfico de drogas na Favela do Moinho e continuou exercendo a função mesmo de dentro do presídio.

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Na época, a apuração apontou que ele coordenava um quartel-general na favela, de onde coordenava o tráfico na região da Cracolândia e monitorava sistemas de comunicação da polícia com a ajuda de milícia formada por guardas civis metropolitanos (GCMs). Ele acumula penas de 8 anos e 7 meses por integrar o PCC e participar do tráfico de drogas, além de 16 anos e 9 meses por envolvimento na morte de um usuário de drogas, que foi esfaqueado, desovado e queimado na favela.


Quem são os alvos de operação

  • Cléber Azevedo dos Santos
  • Robson Martins de Souza
  • Antonio Carlos Ubaldo Junior
  • Paulo Rogério Silva
  • Odair Alves da Silveira Filho
  • Leonardo Meirelles (procurado)
  • Marlon Antonio Fontana
  • Bruno Ramos Fernandes
  • Meire Bomfim da Silva Poza
  • Fernanda Esteves Silva Lopes
  • Danillo Vinicius da Silva Rosario
  • André de Souza Haddad
  • Antonio Carlos Sampaio
  • Alexandre Viriato da Silva
  • Raphael Flores Rodriguez
  • Amjad Ahmad
  • Eduardo Américo Coelho
  • Marcelo de Morais Oliveira

Já Alexandre Salles Brito, o Buiú, é sócio da UpBus, concessionária de ônibus que operava na zona leste. Ele foi preso em abril de 2024, no âmbito da Operação Fim da Linha, que investigou a lavagem de dinheiro da facção criminosa no transporte público. O grupo da UpBus é acusado de lavar R$ 20,9 milhões da facção, obtidos com tráfico de drogas e outros crimes. Buiú foi solto em janeiro deste ano, mas voltou à prisão em maio.

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Esquema financeiro do PCC

Batizada de Janus e deflagrada pelo Ministério Público de São Paulo (MPSP) com a Polícia Civil, a operação investiga a atuação de operadores financeiros em benefício da facção. Os alvos são suspeitos de movimentar recursos financeiros, realizar operações de conversão de dinheiro em espécie em transferências bancárias e atuar na ocultação, circulação e disponibilização de valores atribuídos ao PCC.

Segundo as autoridades, os investigados teriam realizado operações envolvendo entrega de numerário em espécie, transferências bancárias, utilização de empresas e contas de terceiros e movimentação de recursos em benefício de integrantes e colaboradores da facção.

Ao todo, as autoridades cumprem 18 mandados de prisão preventiva e 18 mandados de busca e apreensão expedidos pela Vara Estadual de Organizações Criminosas e Lavagem de Bens, Direitos e Valores.