Membro do PCC usou cachorro perdido para obter informações de Medina

O animal estava aparentemente perdido e o suspeito, conforme a polícia, se aproveitou da presença dele para conversar com vizinhos de Medina

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Imagem colorida de um cachorro branco utilizado para o PCC obter informações de Roberto Medina - Metrópoles
1 de 1 Imagem colorida de um cachorro branco utilizado para o PCC obter informações de Roberto Medina - Metrópoles - Foto: Reprodução

Um cachorro branco, aparentemente sozinho e que passeava por uma rua no interior de São Paulo, foi usado pelo Primeiro Comando da Capital (PCC) para colher informações de Roberto Medina, coordenador de presídios jurado de morte pela facção. Um homem, membro do PCC, fingia procurar o animal, mas aproveitava da justificativa para tirar fotos de carros e de um imóvel ligados a Medina. O plano também mirava o promotor Lincoln Gakiya.

Conhecido como “Falcão”, Victor Hugo da Silva produzia o conteúdo por meio de um aplicativo de localização e georreferenciamento, no qual retratava em detalhes o percurso entre a Penitenciária II de Presidente Venceslau e a casa do coordenador Roberto Medina. A rotina da esposa de Medina também era monitorada.

Preso em julho deste ano por tráfico de drogas, Falcão teve o celular apreendido e conversas foram interceptadas pela polícia. Segundo a investigação, a análise de arquivos e mensagens permitiu à polícia identificar o plano de matar as autoridades paulistas.

Entre as conversas do suspeito, foram encontradas imagens, vídeos e mensagens que relatavam a rotina do coordenador de presídios. Em uma gravação, é possível ver o suspeito utilizando da presença de um cachorro na calçada como justificativa para permanecer nas proximidades do imóvel e realizar a coleta de imagens.

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O cachorro estava aparentemente perdido e foi usado pela facção criminosa

O animal estava aparentemente perdido e o suspeito, conforme a polícia, ainda se aproveitou da situação para conversar com vizinhos de Medina e colher mais informações. Os dados eram repassados a outro integrante da facção, identificado como Wellison Rodrigo, o Corintinha.

Para a promotoria, “a descrição detalhada do trajeto, aliada ao uso de recursos visuais e geográficos, reforça o planejamento e a intenção de fornecer instruções precisas para o deslocamento até o imóvel monitorado, evidenciando o caráter estratégico da ação”. O plano visava executar Roberto Medina e Lincoln Gakiya, mas foi interceptado pela polícia.


Operação Recon

  • O Ministério Público de São Paulo (MPSP) e a Polícia Civil realizaram, na manhã de sexta-feira (24/10), uma operação contra integrantes do PCC, suspeitos de planejarem o assassinato do promotor Lincoln Gakiya e do coordenador de presídios Roberto Medina.
  • Foram cumpridos 25 mandados de busca e apreensão nas cidades de Presidente Prudente (11), Álvares Machado (6), Martinópolis (2), Pirapozinho (2), Presidente Venceslau (2), Presidente Bernardes (1) e Santo Anastácio (1), todas no interior de São Paulo.
  • As investigações apontaram a existência de uma célula do crime organizado estruturada de forma compartimentada e “altamente disciplinada”, encarregada de realizar levantamentos detalhados da rotina de autoridades públicas e de seus familiares, “com a clara finalidade de preparar atentados contra esses alvos previamente selecionados”, segundo o MPSP.
  • Os suspeitos haviam identificado, monitorado e mapeado os hábitos diários de autoridades. “A célula operava sob rígido esquema de compartimentação, no qual cada integrante desempenhava uma função específica, sem conhecer a totalidade do plano, o que dificultava a detecção da trama”, afirma a promotoria.
  • A Operação Recon, coordenada pelo MPSP e Polícia Civil, identificou os envolvidos na fase de reconhecimento e vigilância, bem como a apreensão de materiais e equipamentos que estão submetidos a perícia e, em última análise, poderão levar à descoberta dos responsáveis pela etapa de execução do atentado.

 

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