PCC: acusados de planejar matar promotor do MPSP são alvo de operação

São cumpridos 25 mandados de busca contra suspeitos de planejar matar o promotor Lincoln Gakiya e o diretor de presídios Roberto Medina

atualizado

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promotor de Justiça Lincoln Gakiya, que investigou PCC, se diz contra definir organização como terrorista.
1 de 1 promotor de Justiça Lincoln Gakiya, que investigou PCC, se diz contra definir organização como terrorista. - Foto: Alfredo Henrique/Metrópoles

O Ministério Público de São Paulo (MPSP) e a Polícia Civil realizam, na manhã desta sexta-feira (24/10), operação contra integrantes do Primeiro Comando da Capital (PCC), suspeitos de planejarem o assassinato do promotor Lincoln Gakiya (foto de destaque) e do coordenador de presídios Roberto Medina.

São cumpridos 25 mandados de busca e apreensão nas cidades de Presidente Prudente (11), Álvares Machado (6), Martinópolis (2), Pirapozinho (2), Presidente Venceslau (2), Presidente Bernardes (1) e Santo Anastácio (1), todas no interior de São Paulo.

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Promotor de Justiça Lincoln Gakiya
Ruy Ferraz Fontes, ex-delegado da Polícia Civil de São Paulo
Roberto Medina, coordenador de presídios na zona oeste de SP
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Roberto Medina, coordenador de presídios na zona oeste de SP

Reprodução
Promotor de Justiça Lincoln Gakiya
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Promotor de Justiça Lincoln Gakiya

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Ruy Ferraz Fontes, ex-delegado da Polícia Civil de São Paulo
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Ruy Ferraz Fontes, ex-delegado da Polícia Civil de São Paulo

Divulgação/Polícia Civil

 

As investigações apontaram a existência de uma célula do crime organizado estruturada de forma compartimentada e “altamente disciplinada”, encarregada de realizar levantamentos detalhados da rotina de autoridades públicas e de seus familiares, “com a clara finalidade de preparar atentados contra esses alvos previamente selecionados”, segundo o MPSP.

Os suspeitos haviam identificado, monitorado e mapeado os hábitos diários de autoridades. “A célula operava sob rígido esquema de compartimentação, no qual cada integrante desempenhava uma função específica, sem conhecer a totalidade do plano, o que dificultava a detecção da trama”, afirma a promotoria.

A Operação Recon, coordenada pelo MPSP e pela Polícia Civil, identificou os envolvidos na fase de reconhecimento e vigilância, bem como fez a apreensão de materiais e equipamentos que serão submetidos à perícia e, em última análise, poderão levar à descoberta dos responsáveis pela etapa de execução do atentado.

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