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São Paulo

Paralisação no Porto de Santos tem confronto entre caminhoneiros e PMs.

Manifestantes seguem na Alemoa, em Santos, nesta terça-feira (14/7), para pressionar Senado a votar MP do Frete

14/07/2026 17:17
Reprodução
Paralisação no Porto de Santos tem confusão entre caminhoneiros e PMs

No segundo dia de paralisação dos caminhoneiros no Porto de Santos, no litoral sul de São Paulo, houve confronto entre policiais militares (PMs) e a categoria. Profissionais autônomos seguem em greve nesta terça-feira (14/7) para pressionar o Senado a votar a Medida Provisória (MP) 1.343, que prevê um piso mínimo do frete do transporte rodoviário de cargas.

Veja vídeo:

Um vídeo publicado nas redes sociais mostra a confusão entre PMs e os manifestantes na região da Alemoa, principal acesso ao porto. Nas imagens, é possível ver um homem trocando socos com policiais (veja no vídeo acima).

Em outro momento, o mesmo homem, já contido, leva um golpe na cabeça. Na sequência, também é possível ver os agentes apontando armas para os populares.

Ao Metrópoles, representantes do Sindicato dos Transportadores Rodoviários Autônomos de Bens da Baixada Santista (SINDICAM-Santos) afirmaram que o episódio se tratou de um caso isolado e que o protesto acontecia de forma pacífica.

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A reportagem entrou contato com a PM para saber o que teria motivado a confusão, mas não obteve resposta até o momento.

A reportagem também entrou em contato com a Secretaria de Segurança Pública (SSP) para mais esclarecimentos, mas não obteve resposta até a publicação deste texto. O espaço permanece aberto.

Em nota, o SINDICAM também informou que não há previsão para encerrar a paralisação, “uma vez que os objetivos que motivaram este movimento ainda não foram alcançados”.

“Nossa mobilização é legítima, pacífica e tem como finalidade a defesa dos direitos da categoria, que há muito tempo vêm sendo reivindicados e, infelizmente, não têm sido plenamente atendidos. Reafirmamos nosso compromisso com o diálogo e esperamos que as negociações avancem para que possamos alcançar uma solução justa e encerrar a paralisação o mais breve possível”, acrescentou a entidade.

Filas de caminhões e congestionamentos

Caminhões que tentavam acessar aos pátios reguladores da Baixada Santista provocaram congestionamento em trechos do Sistema Anchieta-Imigrantes (SAI), na manhã desta terça-feira (14/7). Ao mesmo tempo, caminhoneiros protestavam pelo segundo dia consecutivo na região para reivindicar pela votação da Medida Provisória 1343 no Senado. A Ecovias não confirma se as situações possuem relação.

Devido ao alto fluxo de veículos, a concessionária adotou o Plano de Contingência para a gestão do tráfego. Os caminhões foram direcionados para a Interligação Planalto, onde eram retidos temporariamente para desafogar o trânsito.

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A liberação ocorria de forma gradual, conforme as condições de tráfego, com o objetivo de preservar a circulação do trecho de serra da Via Anchieta e minimizar os reflexos no sistema viário de Cubatão.

“A Ecovias Imigrantes esclarece que o Plano de Contingência é adotado em situações de interdição prolongada ou quando não há perspectiva de normalização das condições de tráfego, sem possibilidade de desvio ou utilização de rotas alternativas. Esse é o cenário verificado nesta terça-feira (14), o que justifica a adoção da medida”, afirmou a empresa.

Segundo dia de protestos

Nessa segunda-feira (13/7), cerca de 70 manifestantes se reuniram na Rua Augusta Scaraboto, em Santos, para conversar com os motoristas que passavam pelo local e reivindicar pela votação da MP do Frete. Os protestos foram pacíficos e seguiram nesta terça.

A MP prevê definir regras para o transporte rodoviário de cargas, como o cadastramento das operações, a emissão do Código Identificador da Operação de Transporte (CIOT) e medidas para assegurar o cumprimento do piso mínimo do frete. Na prática, os caminhoneiros cobram do presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), a votação da norma que atende a demandas exigidas pela classe.

O texto foi editado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) em março, em meio às ameaças de greve por parte dos caminhoneiros. É necessário que ele seja votado e aprovado até a próxima quinta-feira (16/7). Caso contrário, a MP perde a validade.

O parlamentar afirmou que os caminhoneiros podem ampliar a greve, podendo se estender para todo o país. “Caso não seja votada e a MP caduque, caminhoneiros afirmam que poderão ampliar a mobilização para uma paralisação nacional. Esse movimento vem sendo organizado pelos próprios caminhoneiros, por meio de grupos de WhatsApp, redes sociais e outros canais de comunicação”, destacou.


Entenda

  • Associações de caminhoneiros convocaram greve para esta segunda-feira em todo o país.
  • A categoria cobra votação da MP do Frete.
  • A expectativa era de que o projeto fosse levado para votação nesta terça-feira (14/7).
  • A medida pode caducar, caso não seja votada até esta quinta-feira (16/7).

Procurado pelo Metrópoles, o Senado ainda não se manifestou sobre o assunto. O espaço segue aberto.