Apesar de paralisação de caminhoneiros, Porto de Santos opera normalmente
Caminhoneiros reivindicam a votação da MP do Frete, que prevê assegurar o cumprimento do piso mínimo. A manifestação é pacífica

O Porto de Santos, no litoral de São Paulo, não teve a operação afetada pela paralisação dos caminhoneiros nesta segunda-feira (13/7) em diversos pontos do país. Segundo a Autoridade Portuária de Santos (APS), houve um bloqueio parcial e pacífico no acesso ao Porto nesta manhã, por menos de uma hora, mas os manifestantes permitiram a passagem quando solicitada.
“A APS informa que as operações portuárias ocorrem sem anormalidades na data da hoje (13/07), bem como não há registro de impactos no trânsito das vias portuárias decorrentes do protesto, estando as vias totalmente liberadas”, informou o Porto.
Cerca de 70 manifestantes se reuniram na Rua Augusta Scaraboto, conforme última atualização da Polícia Militar (PM). Eles conversavam com os motoristas que passavam pelo local para reivindicar pela votação da Medida Provisória n° 1.343, conhecida como MP do Frete.
A norma prevê definir regras para o transporte rodoviário de cargas, como o cadastramento das operações, a emissão do Código Identificador da Operação de Transporte (CIOT) e medidas para assegurar o cumprimento do piso mínimo do frete. Na prática, os caminhoneiros cobram do presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), a votação da MP que atende a demandas exigidas pela classe.
A via permanece liberada ao trânsito, sem interdições. Segundo a PM, até o momento, não foram identificadas bandeiras ou representantes de sindicatos ou associações, tampouco a utilização de carros de som.
Entre no canal de WhatsApp do Metrópoles SPO Porto de Santos é o maior do hemisfério sul. Cerca de 7,5 mil caminhões passam no local diariamente em uma área de 120 km de acessos internos. A situação é acompanhada pela PM e monitorada pela assessoria do local.
Greve pode se estender
O deputado federal Zé Trovão (PL-SC), que ficou conhecido pela greve de caminhoneiros de 2018, lembrou que a MP do Frete foi aprovada na Câmara e está pronta para votação no Senado desde 1° de julho. Segundo ele, a expectativa é de que a matéria seja colocada na pauta desta terça-feira (14/7).
“A paralisação iniciada no Porto de Santos e em outros pontos do país é uma decisão da própria categoria, preocupada com a possibilidade de a MP caducar. Respeito o direito à manifestação pacífica, mas defendo que a melhor solução é pautar e votar a MP no dia 14”, disse.

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Ver todasO texto foi editado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) em março, em meio às ameaças de greve por parte dos caminhoneiros. É necessário que ele seja votado e aprovado até a próxima quinta-feira (16/7). Caso contrário, a MP perde a validade.
O parlamentar afirmou que os caminhoneiros podem ampliar a greve, podendo se estender para todo o país. “Caso não seja votada e a MP caduque, caminhoneiros afirmam que poderão ampliar a mobilização para uma paralisação nacional. Esse movimento vem sendo organizado pelos próprios caminhoneiros, por meio de grupos de WhatsApp, redes sociais e outros canais de comunicação”, destacou.
Entenda:
- Associações de caminhoneiros convocaram greve para esta segunda-feira em todo o país.
- Categoria cobra votação da MP do Frete.
- Expectativa é de que projeto seja levado para votação nesta terça-feira (14/7).
- Medida pode caducar, caso não seja votada até esta quinta-feira (16/7).
- Apesar da paralisação, os protestos não causaram transtornos.



