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São Paulo

Paralisação de caminhoneiros afeta operação no Porto de Santos

Caminhoneiros protestam pelo 2° dia seguido na região para reivindicar votação da MP do Frete no Senado

14/07/2026 18:32
Divulgação/Porto de Santos
Imagem colorida de caminhões em frente ao Porto de Santos; paralisação dos caminhoneiros acontece nas proximidades do Porto - Metrópoles

O segundo dia de paralisação dos caminhoneiros afetou a operação no Porto de Santos, litoral de São Paulo, nesta terça-feira (14/7). Segundo a Autoridade Portuária de Santos (APS), dos 36 navios atracados no momento, seis estão inoperantes e um com operação atrasada.

O tráfego de veículos nas vias portuárias, por sua vez, segue sem bloqueios. As informações foram passadas pela empresa administradora ao Metrópoles por meio de nota.

A APS diz que houve redução no fluxo de caminhões no Porto, mas que o número ainda está sendo contabilizado.

O comunicado ainda diz que a Comissão Estadual de Segurança Pública nos Portos, Terminais e Vias Navegáveis (Cesportos/SP) elevou o nível de segurança do Porto durante a tarde, uma vez que teriam sido verificados atos isolados de vandalismo desde o início do protesto.

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Um vídeo que circulava nas redes sociais mostra o confronto entre manifestantes e policiais militares na Alemoa, principal acesso ao local. Nas imagens (veja acima), é possível ver um homem trocando socos com PMs, além de agentes apontando armas para os populares.

Na segunda-feira (13/7), primeiro dia da paralisação, a Autoridade Portuária havia informado que o Porto de Santos operava normalmente, apesar da paralisação. “A APS informa que as operações portuárias ocorrem sem anormalidades na data da hoje (13/07), bem como não há registro de impactos no trânsito das vias portuárias decorrentes do protesto, estando as vias totalmente liberadas”, disse.

MP do Frete

Na segunda-feira (13/7), cerca de 70 manifestantes se reuniram na Rua Augusta Scaraboto, em Santos, para pressionar pela votação da MP do Frete no Senado Federal, ocorrida nesta terça-feira. Os protestos foram pacíficos e seguiram nesta terça.

A medida sofreu mudanças redacionais, evitando que a análise volte para a Câmara dos Deputados. A principal delas é a supressão do valor de R$ 5 mil como piso salarial de transportadores celetistas. O montante deverá ser definido posteriormente por meio de regulamentação.

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Paralisação não tem previsão para acabar

Ao Metrópoles, o Sindicato dos Transportadores Rodoviários Autônomos de Bens da Baixada Santista (SINDICAM-Santos) informou que não há previsão para encerrar a paralisação, “uma vez que os objetivos que motivaram este movimento ainda não foram alcançados”.

“Nossa mobilização é legítima, pacífica e tem como finalidade a defesa dos direitos da categoria, que há muito tempo vêm sendo reivindicados e, infelizmente, não têm sido plenamente atendidos. Reafirmamos nosso compromisso com o diálogo e esperamos que as negociações avancem para que possamos alcançar uma solução justa e encerrar a paralisação o mais breve possível”, acrescentou a entidade.

Leia a nota completa na íntegra:

“Informamos que permanecemos em período de paralisação, sem previsão para o seu encerramento, uma vez que os objetivos que motivaram este movimento ainda não foram alcançados.

Pedimos a compreensão e o apoio de todos neste momento. Nossa mobilização é legítima, pacífica e tem como finalidade a defesa dos direitos da categoria, que há muito tempo vêm sendo reivindicados e, infelizmente, não têm sido plenamente atendidos.

Reafirmamos nosso compromisso com o diálogo e esperamos que as negociações avancem para que possamos alcançar uma solução justa e encerrar a paralisação o mais breve possível”.