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São Paulo

Operador com baixo salário movimentou milhões em esquema de lavagem

Segundo a polícia, o investigado atuava com operador de máquinas com um salário declarado de R$ 1,8 mil e lavou milhões de reais

Repórter de São Paulo14/01/2026 14:32
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Divulgação/Polícia Civil
Imagem colorida mostra dinheiro apreendido em operação da Polícia Civil contra uma quadrilha que lavava dinheiro com jogos de azar - Metrópoles

Um dos homens investigados pela Polícia Civil, por meio da operação “Quebrando a Banca”, deflagrada na terça-feira (13/1), movimentou milhões de reais em transações via PIX mesmo atuando como operador de máquinas com salário declarado de R$ 1,8 mil.

O suspeito é investigado por fazer parte de uma organização criminosa que lavou quase R$ 100 milhões por meio da exploração ilegal de jogos de azar.

Segundo o delegado responsável pela operação, Ivan Luis Constâncio, da Divisão Especializada em Investigações Criminais (Deic) de Piracicaba, no interior de São Paulo, as investigações apontam que a quadrilha usava pessoas de origem humilde para não chamar atenção.

Outro investigado, apontado como líder da quadrilha, movimentou cerca de R$ 25 milhões em apenas um semestre de 2024, além de apresentar histórico de transações milionárias em anos anteriores.


Como funcionava o esquema

  • Segundo o Deic de Piracicaba, os envolvidos atuavam há décadas utilizando empresas de fachada e uma extensa rede de “laranjas – pessoas usadas para emprestar o nome e esconder quem é realmente o dono do dinheiro – para ocultar o lucro obtido com as atividade ilícitas.
  • A organização criminosa usava a exploração ilegal de jogos de azar para lavar quase R$ 100 milhões.
  • Parte da cúpula da organização criminosa utilizava transações imobiliárias em espécie e a aquisição de bens em nome de terceiros para esconder a origem ilícita dos recursos. Já o núcleo operacional contava com gerentes e operadores financeiros responsáveis por pulverizar milhões de reais por meio de centenas de transferências via Pix e depósitos em dinheiro, prática conhecida como smurfing, dificultando o rastreamento dos valores.

O delegado e divisionário da Deic de Piracicaba, Marcel Willian de Souza, informou que as apurações se iniciaram a partir de prisões por jogos de azar que, apesar de ser um crime de menor potencial, fomenta outros tipos de delitos considerados graves, como lavagem de dinheiro e organização criminosa.

Ao todo, foram cumpridos 14 mandados de busca e apreensão nas cidades de São Paulo, Ribeirão Preto, Mogi-Mirim, Santa Rosa do Viterbo e São João da Boa Vista.

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