Novos laudos indicarão quem atirou contra a cabeça da soldado Gisele

Previstos para esta segunda-feira (16/3), documentos elaborados por Instituto Médico-Legal e Polícia Científica podem mudar rumo do caso

atualizado

metropoles.com

Compartilhar notícia

Instagram/Reprodução
Imagem colorida da policial militar Gisele Alves Santana - Metrópoles
1 de 1 Imagem colorida da policial militar Gisele Alves Santana - Metrópoles - Foto: Instagram/Reprodução

A divulgação dos resultados de laudos complementares sobre a morte da soldado Gisele Alves Santana está prevista para esta segunda-feira (16/3), de acordo com fontes que acompanham o caso.

A policial militar foi encontrada com um tiro na cabeça, em 18 de fevereiro, na sala do apartamento onde vivia com o marido, o tenente-coronel Geraldo Leite Rosa Neto. Gisele morreu horas depois, no Hospital das Clínicas.

O caso, até o momento investigado como morte suspeita, pode mudar de natureza criminal, caso os laudos complementares indiquem que o tiro fatal contra a soldado partiu de outra pessoa.

Novos laudos indicarão quem atirou contra a cabeça da soldado Gisele - destaque galeria
13 imagens
Gisele Alves Santana tinha 32 anos
Soldado da Polícia Militar, Gisele Alves Santana foi encontrada morta
Novos laudos indicarão quem atirou contra a cabeça da soldado Gisele - imagem 4
Novos laudos indicarão quem atirou contra a cabeça da soldado Gisele - imagem 5
Mensagens trocadas pelo oficial indicam que o  tenente-coronel da PM Geraldo Leite Rosa Neto, monitorava conversas de Gisele Alves
Gisele Alves Santana tinha 32 anos
1 de 13

Gisele Alves Santana tinha 32 anos

Instagram/Reprodução
Gisele Alves Santana tinha 32 anos
2 de 13

Gisele Alves Santana tinha 32 anos

Instagram/Reprodução
Soldado da Polícia Militar, Gisele Alves Santana foi encontrada morta
3 de 13

Soldado da Polícia Militar, Gisele Alves Santana foi encontrada morta

Instagram/Reprodução
Novos laudos indicarão quem atirou contra a cabeça da soldado Gisele - imagem 4
4 de 13

Arte/Metrópoles
Novos laudos indicarão quem atirou contra a cabeça da soldado Gisele - imagem 5
5 de 13

Arte/Metrópoles
Mensagens trocadas pelo oficial indicam que o  tenente-coronel da PM Geraldo Leite Rosa Neto, monitorava conversas de Gisele Alves
6 de 13

Mensagens trocadas pelo oficial indicam que o tenente-coronel da PM Geraldo Leite Rosa Neto, monitorava conversas de Gisele Alves

Imagem obtida pelo Metrópoles
Mensagens trocadas pelo oficial indicam que o  tenente-coronel da PM Geraldo Leite Rosa Neto, monitorava conversas de Gisele Alves
7 de 13

Mensagens trocadas pelo oficial indicam que o tenente-coronel da PM Geraldo Leite Rosa Neto, monitorava conversas de Gisele Alves

Reprodução
Gisele morreu no imóvel onde vivia com marido, no Brás, no centro de São Paulo
8 de 13

Gisele morreu no imóvel onde vivia com marido, no Brás, no centro de São Paulo

Instagram/Reprodução
Gisele Alves Santana e o marido, o tenente-coronel da PM Geraldo Leite Rosa Neto, de 53 anos
9 de 13

Gisele Alves Santana e o marido, o tenente-coronel da PM Geraldo Leite Rosa Neto, de 53 anos

Instagram/Reprodução
Caso foi tratado inicialmente como suicídio e, depois, alterado para morte suspeita
10 de 13

Caso foi tratado inicialmente como suicídio e, depois, alterado para morte suspeita

Instagram/Reprodução
Gisele Alves Santana foi encontrada morta em um apartamento no Brás
11 de 13

Gisele Alves Santana foi encontrada morta em um apartamento no Brás

Instagram/Reprodução
Gisele teria tentado se separar do tenente-coronel, mas estava em uma relação considerada abusiva por familiares
12 de 13

Gisele teria tentado se separar do tenente-coronel, mas estava em uma relação considerada abusiva por familiares

Instagram/Reprodução
O tenente-coronel Geraldo Leite e a PM Gisele Alves Santana
13 de 13

O tenente-coronel Geraldo Leite e a PM Gisele Alves Santana

Reprodução/Redes sociais

No momento em que ela foi baleada, estavam no apartamento somente Gisele e o marido – que, desde o dia da morte, afirma que a esposa teria cometido suicídio.

O laudo que determinará a dinâmica do que ocorreu resulta da reconstituição feita no imóvel. A finalização e o compartilhamento dessa análise pericial estão previstos para as próximas horas. Outro documento já concluído, como apurou a reportagem, é o que resulta da exumação do corpo de Gisele.

O procedimento foi realizado no último dia 6, a pedido da Polícia Civil, após surgirem dúvidas sobre a versão do tenente-coronel durante a investigação. As análises complementares foram solicitadas ao Instituto Médico-Legal (IML) e à Polícia Técnico-Científica.

Marcas no pescoço

Laudos anteriores, mostrados pelo Metrópoles, indicam a presença de lesões no rosto e no pescoço da policial, compatíveis com pressão exercida por dedos e unha, conhecidas na medicina legal como “estigmas digitais”.

Segundo o laudo, havia quatro marcas arredondadas compatíveis com pressão de dedos na região da mandíbula e do pescoço, além de uma lesão superficial com formato de meia-lua, típica de unha. Em entrevista à TV Record, o oficial sugeriu que as lesões teriam sido feitas pela própria Gisele.

Em exame complementar, obtido pelo Metrópoles, peritos reforçaram que as lesões na face e no pescoço são contundentes e compatíveis com pressão digital, ou seja, com compressão manual.

Essas marcas levantaram a hipótese de que a soldado possa ter sido esganada antes do disparo,  provocando a suspeita de que ela teria desmaiado pouco antes de ser baleada.

Os peritos também encontraram o projétil alojado no couro cabeludo do lado esquerdo, após atravessar o crânio e provocar extensa fratura óssea.

Caso sob investigação

A morte de Gisele ocorreu na manhã de 18 de fevereiro, dentro do apartamento do casal, no Brás, centro da capital paulista. Segundo relatado pelo marido da vítima à Polícia Civil, ele estava no banheiro quando ouviu um barulho semelhante a um disparo e encontrou a esposa caída na sala, com a arma nas mãos.

A soldado Gisele chegou a ser levada ao Hospital das Clínicas, onde morreu horas depois.

Com o avanço das apurações e a análise dos laudos periciais, a versão do tenente-coronel de que a esposa teria se suicidado, com um tiro na cabeça, fica mais distante do foco da Polícia Civil e da Corregedoria da PM. A ocorrência é tratada como morte suspeita.

Um inquérito policial foi instaurado para apurar as circunstâncias da morte, e um inquérito policial militar paralelo também foi aberto para investigar eventuais responsabilidades dentro da corporação.

Coronel é parte na investigação

O tenente-coronel Geraldo Leite Rosa Neto, marido da vítima, aparece como parte no procedimento investigativo que tramita no Tribunal de Justiça de São Paulo (TJSP), embora, até o momento, não haja acusação formal contra ele.

O caso segue em apuração e poderá, dependendo das conclusões das investigações, ser encaminhado à Vara do Júri.

Enquanto isso, os laudos periciais passaram a ocupar papel central na investigação, especialmente em relação à reconstrução da autoria do tiro e às marcas encontradas no pescoço da policial, também analisadas para esclarecer se Gisele foi vítima de violência antes do disparo que a matou.

Quais assuntos você deseja receber?

Ícone de sino para notificações

Parece que seu browser não está permitindo notificações. Siga os passos a baixo para habilitá-las:

1.

Ícone de ajustes do navegador

Mais opções no Google Chrome

2.

Ícone de configurações

Configurações

3.

Configurações do site

4.

Ícone de sino para notificações

Notificações

5.

Ícone de alternância ligado para notificações

Os sites podem pedir para enviar notificações

metropoles.comSão Paulo

Você quer ficar por dentro das notícias de São Paulo e receber notificações em tempo real?