Exumação do corpo de PM encontrada morta em SP é realizada
Exumação corpo da policial militar Gisele Alves Santana, de 32 anos, encontrada morta com um tiro na cabeça, foi realizada nesta sexta (6/3)
atualizado
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A Justiça autorizou a exumação do corpo da policial Gisele Alves Santana, de 32 anos, encontrada morta com um tiro na cabeça no último dia 18, no imóvel onde vivia com o marido, no Brás, região central de São Paulo. O pedido foi feito pela Polícia Civil para esclarecer dúvidas levantadas durante a investigação.
O procedimento foi realizado por volta das 11h sexta-feira (6/3). De acordo com o advogado José Miguel Junior Silva, que representa a família de Gisele, os parentes da PM “não se opuseram à exumação”.
“Isso se deu em função do médico legista. Ele deve amparar dúvidas e viu essa possibilidade (exumação do corpo). A família é com pesar que vê uma situação dessa, pois não é fácil, mas não se opõe e está para colaborar”, disse o advogado ao Metrópoles.
A Justiça determinou, na última quarta-feira (4/3), sigilo sobre a investigação da morte da policial militar.
O marido de Gisele, o tenente-coronel da Polícia Militar (PM), Geraldo Leite Rosa Neto, de 53 anos, está afastado das funções enquanto o caso segue sendo investigado. De acordo com a Secretaria da Segurança Pública (SSP), o próprio oficial solicitou o afastamento.
“Local contaminado”
Em coletiva de imprensa realizada na terça-feira (3/3), o advogado disse que o apartamento onde a policial foi encontrada morta com um tiro na cabeça é alvo de questionamentos da família. Eles consideraram que o local “foi contaminado e mexido” e “não foi preservado”.
Inicialmente, o caso era tratado como suicídio. Porém, passou a ser tratado como uma morte suspeita. A arma usada supostamente por Gisele pertencia ao marido, o tenente-coronel da PM Geraldo Leite Rosa Neto. Laudo revelou que ferimento da policial militar foi feito com arma encostado no lado direito da cabeça.
