Namorado de delegada do PCC presa queria “nova vida” em SP, diz defesa

Namorado de delegada presa por suposto elo com o PCC se mudou para SP buscando ressocialização após histórico no crime no Norte do país

atualizado

metropoles.com

Compartilhar notícia

Reprodução/Redes Sociais
Imagem colorida mostra Layla Lima Ayub e Jardel Neto Pereira da Cruz, acusados de vínculo com o PCC. Metrópoles
1 de 1 Imagem colorida mostra Layla Lima Ayub e Jardel Neto Pereira da Cruz, acusados de vínculo com o PCC. Metrópoles - Foto: Reprodução/Redes Sociais

O namorado da delegada recém-empossada Layla Lima Ayub, presa por suspeita de envolvimento com o Primeiro Comando da Capital (PCC), estava de mudança para São Paulo e queria ter uma “nova vida”, afirmou a defesa dele, ao Metrópoles.

Também acusado de elo com o crime organizado, Jardel Neto Pereira da Cruz, o Dedel, tem raízes no Pará, mas buscava “se desvincular desse passado e construir uma nova trajetória em São Paulo”, afirmou a advogada Tainara Arantes.

Namorado de delegada do PCC presa queria “nova vida” em SP, diz defesa - destaque galeria
5 imagens
Polícia ressalta sinal com os dedos e símbolos associados ao PCC em postagens de Dedel nas redes sociais
Polícia ressalta sinal com os dedos e símbolos associados ao PCC em postagens de Dedel nas redes sociais
Polícia ressalta sinal com os dedos e símbolos associados ao PCC em postagens de Dedel nas redes sociais
Polícia ressalta sinal com os dedos e símbolos associados ao PCC em postagens de Dedel nas redes sociais
Polícia ressalta sinal com os dedos e símbolos associados ao PCC em postagens de Dedel nas redes sociais
1 de 5

Polícia ressalta sinal com os dedos e símbolos associados ao PCC em postagens de Dedel nas redes sociais

Reprodução
Polícia ressalta sinal com os dedos e símbolos associados ao PCC em postagens de Dedel nas redes sociais
2 de 5

Polícia ressalta sinal com os dedos e símbolos associados ao PCC em postagens de Dedel nas redes sociais

Reprodução
Polícia ressalta sinal com os dedos e símbolos associados ao PCC em postagens de Dedel nas redes sociais
3 de 5

Polícia ressalta sinal com os dedos e símbolos associados ao PCC em postagens de Dedel nas redes sociais

Reprodução
Polícia ressalta sinal com os dedos e símbolos associados ao PCC em postagens de Dedel nas redes sociais
4 de 5

Polícia ressalta sinal com os dedos e símbolos associados ao PCC em postagens de Dedel nas redes sociais

Reprodução
Polícia ressalta sinal com os dedos e símbolos associados ao PCC em postagens de Dedel nas redes sociais
5 de 5

Polícia ressalta sinal com os dedos e símbolos associados ao PCC em postagens de Dedel nas redes sociais

Reprodução

Entenda o caso

  • Layla, recém-empossada na Polícia Civil de São Paulo, e o namorado Jardel foram presos, em 16 de janeiro, no âmbito da Operação Serpens, que combate a presença de integrantes do crime organizado nas instâncias de poder.
  • Anteriormente, em dezembro, ele havia estado na Academia da Polícia Civil (Acadepol) para a posse da namorada como delegada.
  • Ela é acusada de ter advogado para integrantes do Comando Vermelho (CV) quando já havia sido empossada para o cargo público – o que viola o estatuto da advocacia e vai contra o entendimento do Supremo Tribunal Federal (STF).
  • Mesmo que tenha advogado para o CV, facção rival à paulista PCC, o Ministério Público de São Paulo (MPSP) aponta que ela mantinha vínculo pessoal e profissional com integrantes da facção criminosa.
  • Jardel, por sua vez, tem histórico criminal. Ele foi preso em 2021, apontado como o responsável pela expansão do PCC no Norte do Brasil, região ainda dominada pelo CV. Ele progrediu para o regime semiaberto, mas foi preso novamente, em 2023, após fugir.
  • Segundo o MPSP, Jardel deixou a cidade de Marabá, no Pará, sem autorização prévia do juiz, o que configura violação da liberdade condicional que usufruia no momento. A investigação apontou que ele se mudaria em definitivo para São Paulo para morar com Layla. O casal foi preso junto em uma pensão.

“Nova trajetória em São Paulo”

Tainara informou ao Metrópoles que, antes de ser preso, Jardel tinha o objetivo de se desvincular do passado no Pará e construir uma nova trajetória na capital paulista, “onde se estabeleceu e buscou meios para sua ressocialização”.

“Como parte de seu processo de ressocialização e buscando construir uma nova vida, Jardel Neto Pereira da Cruz tinha a intenção de estabelecer residência e futuros vínculos em São Paulo, onde sua companheira também vive e possui seu trabalho”, declarou.

Na capital paulista, o casal estava se preparando para comprar uma padaria, localizada na zona leste da cidade. A negociação foi alvo de suspeita pelo MPSP e pela Corregedoria da Polícia Civil, que apontou potencial lavagem de dinherio na transação.

Questionada sobre a compra do estabelecimento, a defesa afirmou que “informações sobre eventuais negócios ou investimentos são especulativas” e que “qualquer aspiração comercial seria parte de um esforço legítimo de ressocialização e busca por trabalho lícito”.

Defesa nega elo com crime organizado

A advogada também contestou as alegações de que Jardel seja uma liderança do PCC responsável pela expansão da facção no Norte do Brasil.

“Tratam-se de acusações graves que, até o presente momento, carecem de qualquer prova concreta e não foram devidamente demonstradas nos autos. Tais narrativas são, em grande parte, especulativas e desprovidas de base factual robusta”, disse à reportagem.

A defensora destacou que o processo contra Jardel, em segredo de justiça, está em fase de investigação. Ela detalhou que o homem é acusado de organização criminosa, tráfico de drogas e lavagem de bens e valores.

“É crucial ressaltar que são apenas acusações e ele goza da presunção de inocência, a qual a defesa trabalha para reafirmar”, enfatizou Tainara.

“Fugiu” porque estava sendo ameaçado

A advogada afirmou ainda que Jardel descumpriu a liberdade condicional ao deixar o estado do Pará porque estava sofrendo “sérias ameaças à sua integridade física”. O risco o levou a buscar refúgio em outro estado, alegou a defesa.

“A defesa está apresentando todos os argumentos e fatos que demonstram o contexto da situação e buscando a regularização de sua situação jurídica”, declarou a defensora. Segundo ela, o objetivo é apresentar à Justiça o contexto integral da trajetória de Jardel e o “desejo genuíno de ressocialização”.

Ela também negou ter conhecimento de qualquer vídeo que comprove o envolvimento de Jardel com o crime organizado. Um vídeo, atribuído ao acusado, mostra criminosos ensinando técnicas de tortura, supostamente para serem aplicadas em tribunais do crime.

Conforme a advogada, os conteúdos veiculados pela imprensa se baseiam em “especulações infundadas”.

O Metrópoles não localizou a defesa de Layla Lima Ayub. O espaço segue aberto.

Quais assuntos você deseja receber?

Ícone de sino para notificações

Parece que seu browser não está permitindo notificações. Siga os passos a baixo para habilitá-las:

1.

Ícone de ajustes do navegador

Mais opções no Google Chrome

2.

Ícone de configurações

Configurações

3.

Configurações do site

4.

Ícone de sino para notificações

Notificações

5.

Ícone de alternância ligado para notificações

Os sites podem pedir para enviar notificações

metropoles.comSão Paulo

Você quer ficar por dentro das notícias de São Paulo e receber notificações em tempo real?