Companheiro de delegada presa é liderança do PCC no Norte, diz MPSP

Segundo o MPSP, o companheiro de Layla Lima Ayub, delegada presa suspeita de ser do PCC, é um dos líderes da facção na região do Pará

atualizado

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Jardel Neto Pereira da Cruz, o Dedel
1 de 1 Jardel Neto Pereira da Cruz, o Dedel - Foto: Material cedido ao Metrópoles

O companheiro de Layla Lima Ayub, delegada de polícia recém-empossada presa, nesta sexta-feira (16/1), suspeita de ligação com o Primeiro Comando da Capital (PCC), é apontado pela investigação como uma das lideranças da facção na região Norte do Brasil, mais precisamente no Pará.

Jardel Neto Pereira da Cruz, vulgo “Dedel“, tem 29 anos e já havia sido preso em 2021. À época, segundo o Ministério Público de São Paulo (MPSP), ele foi apontado como o responsável pela expansão do PCC no Norte do Brasil, ainda dominado pela facção rival Comando Vermelho.

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Jardel compareceu à Academia da Polícia Civil para a posse da companheira Layla Lima Ayub em 19 de dezembro de 2025
O criminoso é, segundo investigações da Polícia Civil de Roraima (PCRR), um dos integrantes da facção criminosa na região Norte do país
Informações levantadas pelo Ministério Público de São Paulo (MPSP), apontam que a delegada mantinha vínculo pessoal e profissional com faccionados
Informações levantadas pelo Ministério Público de São Paulo (MPSP), apontam que a delegada mantinha vínculo pessoal e profissional com faccionados
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Informações levantadas pelo Ministério Público de São Paulo (MPSP), apontam que a delegada mantinha vínculo pessoal e profissional com faccionados
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Informações levantadas pelo Ministério Público de São Paulo (MPSP), apontam que a delegada mantinha vínculo pessoal e profissional com faccionados

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Jardel compareceu à Academia da Polícia Civil para a posse da companheira Layla Lima Ayub em 19 de dezembro de 2025
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Jardel compareceu à Academia da Polícia Civil para a posse da companheira Layla Lima Ayub em 19 de dezembro de 2025

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O criminoso é, segundo investigações da Polícia Civil de Roraima (PCRR), um dos integrantes da facção criminosa na região Norte do país
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O criminoso é, segundo investigações da Polícia Civil de Roraima (PCRR), um dos integrantes da facção criminosa na região Norte do país

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Em 2023, Dedel foi preso novamente após fugir do regime semiaberto. Nesta sexta-feira (16/1), ele foi preso pela terceira vez. Ainda de acordo com a promotoria, o criminoso deixou a cidade de Marabá, no Pará, sem autorização prévia do juiz, o que se configura como uma violação da liberdade condicional que usufruia no momento.

Após uma averiguação nas redes sociais, as autoridades constataram que Dedel iria se mudar em definitivo para São Paulo para morar com a companheira, Layla Ayub.

O casal foi preso junto em uma pensão que morava. Os dois estavam na fase final de adquirir uma padaria na zona leste de São Paulo, que supostamente seria usada para lavar dinheiro oriundo do PCC.

Delegada presa

Layla Lima Ayub tomou posse como delegada de polícia no dia 19 de dezembro de 2025. A partir desse dia, ela passou a ser aluna da Academia de Polícia (Acadepol). No dia da sua formatura, a delegada levou o namorado membro do PCC para o evento.

No pedido de prisão, as autoridades definiram a ação como “audaciosa”, visto que o homem, conhecido como Dedel, estava descumprindo condições da liberdade condicional.

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A delegada recém-empossada em SP Layla Lima Ayub
A delegada recém-empossada em SP Layla Lima Ayub
A delegada recém-empossada em SP Layla Lima Ayub
A delegada recém-empossada em SP Layla Lima Ayub e o namorado, Jardel Neto Pereira da Cruz, o Dedel
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A delegada recém-empossada em SP Layla Lima Ayub

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A delegada recém-empossada em SP Layla Lima Ayub
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A delegada recém-empossada em SP Layla Lima Ayub

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A delegada recém-empossada em SP Layla Lima Ayub e o namorado, Jardel Neto Pereira da Cruz, o Dedel
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A delegada recém-empossada em SP Layla Lima Ayub e o namorado, Jardel Neto Pereira da Cruz, o Dedel

No dia 28 de dezembro, Layla Ayub, mesmo já tendo tomado posse como delegada, atuou como advogada de quatro presos do Comando Vermelho em uma audiência de custódia no Pará. Na ocasião, os detentos estavam respondendo pelos crimes de tráfico e associação criminosa.

Ela é acusada de integrar o PCC, atuando próximo às lideranças da facção na região Norte, e por ajudar na lavagem de capitais da organização criminosa.

O casal foi preso temporariamente por 30 dias — período que pode ser estendido por mais 30 dias.


Operação Serpens

  • A suspeita foi presa durante a Operação Serpens, deflagrada pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) do Ministério Público de São Paulo, pela Corregedoria-Geral da Polícia Civil e pelo Gaeco do Pará.
  • De acordo com a promotoria, ao todo, foram cumpridos sete mandados de busca e apreensão nas cidades de São Paulo e de Marabá, no Pará.
  • Além disso, dois mandados de prisão temporária foram expedidos contra a delegada de polícia e contra um integrante do PCC, que se encontrava em liberdade condicional.

 

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