
Mirelle PinheiroColunas

Tribunal do crime: namorado da delegada do PCC tinha escola de tortura. Veja vídeo
A coluna teve acesso, com exclusividade, a um vídeo em que o criminoso ensina adolescentes a torturarem vítimas da facção criminosa
atualizado
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A coluna teve acesso exclusivo a um vídeo em que Jardel Neto Pereira da Cruz, o Dedel, de 28 anos — apontado como namorado da delegada Layla Lima Ayub, recém-empossada na Polícia Civil de São Paulo, presa na manhã desta sexta-feira (16/1) — aparece ensinando adolescentes a cometerem torturas no tribunal do crime do Primeiro Comando da Capital (PCC).
No registro, gravado no Vila Jardim, residencial de baixa renda localizado na Zona Oeste de Boa Vista, onde há forte presença do PCC, menores aparecem agredindo outros com pauladas na palma da mão.
Enquanto a agressão ocorre, uma voz ao fundo, identificada durante as investigações como sendo de Jardel, incita as agressões e dá ordem: “É para bater direito!”, diz em dado momento.
A sessão de tortura teria ocorrido com o ibntuito de ensinar outros faccionados a torturarem moradores do residencial.
O criminoso é, segundo investigações da Polícia Federal (PF), um dos integrantes da facção criminosa na região Norte do país. Ele foi identificado nas imagens pelas suas tatuagens.
De acordo com a Polícia Civil, há informações de que “Dedel” e outros criminosos estariam cobrando das lideranças estaduais ações mais agressivas da representação regional da facção, dentre os quais atentados contra autoridades do judiciário, do sistema penal e, ainda, contra integrantes de forças de segurança.
Foi confirmado, também, que ele estaria oferecendo armamentos para criminosos locais, com o intuito de financiar os ataques.
Em junho de 2021, Jardel, que também é conhecido pelos codinomes de “Vrau Nelas” e “Americano”, foi preso por tráfico de drogas pela Força Integrada de Combate ao Crime Organizado (Ficco). Na ocasião, ele foi flagrado com 25 gramas de skunk, R$ 129 e dois celulares.
Relacionamento com delegada
Conforme noticiou o Metrópoles, o homem, que já está solto, compareceu à Academia da Polícia Civil para a posse da companheira Layla Lima Ayub em 19 de dezembro de 2025.
Informações levantadas pelo Ministério Público de São Paulo (MPSP), apontam que a delegada mantinha vínculo pessoal e profissional com faccionados, inclusive “exercendo de forma irregular o papel de advogada em audiência de custódia para presos integrantes de organizações criminosa”, mesmo após já ter tomado posse no cargo de delegada de polícia.














