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São Paulo

MPT recebe 134 denúncias de assédio eleitoral em SP desde o fim do 2º turno

Ministério Público do Trabalho (MPT) recebeu 134 denúncias desde o último domingo (25/10), após fim do segundo turno das eleições

28/10/2026 15:26, atualizado 28/10/2026 15:27
Reprodução/MPT-SP
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São Paulo — O Ministério Público do Trabalho (MPT) recebeu 134 denúncias de assédio eleitoral ocorridos em diversos municípios de São Paulo em apenas dois dias desde o fim do segundo turno das eleições, na noite do último domingo (25/10).

As ações englobam ameaças de demissão, dispensa sem justa causa, recusa de contratação ou qualquer outro tipo de retaliação motivada pelo voto político do empregado. As ações foram recebidas pelo MPT da 15ª Região, que abrange a região de Campinas, e pela Procuradoria Regional do Trabalho da 2ª Região (PRT-2).

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Segundo a 15ª Região, foram registradas 80 denúncias somente nos últimos três dias. A região de Ribeirão Preto liderou a lista, com 23 ações, seguida por São José do Rio Preto (20), Campinas (9), Sorocaba (8), Bauru (7), Presidente Prudente (7), Araraquara (4), Araçatuba (3) e São José dos Campos (1).

Já o PRT-2 informou que fora registradas 54 denúncias sob sua jurisdição até a última checagem, feita por volta das 14h30. “O volume de denúncias está alto e a cada atualização há novos registros”, informou o órgão. Para denunciar casos de assédio eleitoral, é necessário acessar o site do MPT.

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De acordo com o MPT, antes do segundo turno, o órgão já havia registrado 156 denúncias relacionadas a casos de assédio eleitoral na região metropolitana de São Paulo desde o início da campanha eleitoral, em 16 de agosto, até o dia 23 de outubro.

Destas, 110 denúncias foram feitas sem repetição, ou seja, contra empregadores diferentes. A capital paulista registrou o maior número de denúncias, com 90. Na sequência, aparecem São Bernardo do Campo, com 18; Guarulhos, com 17; Barueri, com 16; Santos, com 10; e Mogi das Cruzes, com 5. Em todo o estado paulista, no mesmo período, foram 277 denúncias, das quais 217 foram feitas sem repetição.

Prefeitos são investigados

Na última quarta-feira (21/10), o Ministério Público do Trabalho (MPT) cobrou explicações da Prefeitura de São Paulo sobre uma denúncia de assédio eleitoral feita sob a gestão Ricardo Nunes (MDB) a funcionários comissionados.

De acordo com a denúncia obtida pelo Metrópoles, servidores das secretarias da Educação, Saúde e Habitação afirmaram ter sido obrigados a comparecer a uma reunião política um dia antes do ato de campanha de Flávio Bolsonaro (PL), realizado na Avenida Paulista, no último domingo (18/10).

Já na sexta-feira (23/10), uma denúncia anônima foi enviada ao MPT sobre o prefeito de Cotia, na região metropolitana de São Paulo, Wellington Formiga (PDT), que teria pressionado funcionários do primeiro e segundo escalões de seu governo a fazerem propaganda a favor de seus candidatos Fran Silva (Podemos) para deputado estadual e Eduardo Xaropinho (PDT) para federal.