MPSP mira juiz da Sefaz nomeado por Tarcísio por suspeita de propina

Juiz do Tribunal de Impostos e Taxas (TIT) foi alvo da operação do Ministério Público de São Paulo (MPSP) por suposta fraude em contratos

atualizado

metropoles.com

Compartilhar notícia

Divulgação
O juiz e ex-diretor da Faculdade de Direito de São Bernardo do Campo Rodrigo Gago. - Metrópoles
1 de 1 O juiz e ex-diretor da Faculdade de Direito de São Bernardo do Campo Rodrigo Gago. - Metrópoles - Foto: Divulgação

O juiz do Tribunal de Impostos e Taxas (TIT) Rodrigo Gago foi alvo da Operação Cátedra, deflagrada nesta terça-feira (2/6) pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), do Ministério Público de São Paulo (MPSP) e a Polícia Militar.

Gago é investigado sob suspeita de ter recebido propina em troca de vantagem indevida em uma licitação de quase R$ 6 milhões, quando era diretor da Faculdade de Direito de São Bernardo – ele ocupou o cargo de 2017 a 2025.

O ex-diretor foi nomeado juiz contribuinte do TIT para o biênio 2026/2027 pela gestão de Tarcísio de Freitas (Repubilcanos). Embora tenha o nome de tribunal, trata-se de um órgão administrativo que julga conflitos entre o contribuinte e o Fisco fora do Judiciário. Por meio do TIT, empresas e contribuintes podem contestar multa, autuações e cobranças tributárias sem precisar acionar a Justiça.

De acordo com a Secretaria da Fazenda de São Paulo (Sefaz-SP), Gago foi indicado por entidades representativas. O TIT é um tribunal paritário com juízes servidores, que são fiscais da Fazenda, e contribuintes, representando a sociedade civil.

“O integrante citado ocupa vaga de suplente no Tribunal de Impostos e Taxas (TIT) destinada a representante de contribuintes indicado por entidades de classe, nos termos da legislação estadual. Sua nomeação decorreu de procedimento legal e não de escolha do governador”, diz a Sefaz-SP, em nota.

Na operação desta terça-feira (2/6), foram bloqueados e sequestrados cerca de R$ 41 milhões em bens, por meio de decisão judicial.

Segundo o MPSP, os alvos das diligências usaram o mesmo modus operandi que outra organização criminosa, que usava várias empresas para simular concorrência em leilões e pagava propina a agentes públicos para garantir o resultado.

A Faculdade de Direito de São Bernardo do Campo informa que “houve o cumprimento de mandado judicial relacionado exclusivamente a Rodrigo Gago, diretor da instituição por oito anos (2017 – 2024)”. “A instituição prestou toda a colaboração solicitada pelas autoridades competentes, em estrita observância aos deveres legais e institucionais que lhe cabem”.

A entidade disse que não é “parte na investigação e não teve acesso ao teor dos autos, uma vez que o procedimento tramita sob segredo de justiça”. “Em razão dessa circunstância, a instituição desconhece o objeto específico da apuração e não possui informações sobre eventual abrangência ou foco investigativo”.

A faculdade ainda afirmou ter compromisso com a “legalidade, a transparência e a plena colaboração com as autoridades públicas, permanecendo à disposição para atender eventuais solicitações formalmente encaminhadas pelos órgãos competentes”.

A reportagem ligou para o escritório de Rodrigo Gago, mas não conseguiu contatá-lo. O espaço segue aberto para manifestações.

Quais assuntos você deseja receber?

Ícone de sino para notificações

Parece que seu browser não está permitindo notificações. Siga os passos a baixo para habilitá-las:

1.

Ícone de ajustes do navegador

Mais opções no Google Chrome

2.

Ícone de configurações

Configurações

3.

Configurações do site

4.

Ícone de sino para notificações

Notificações

5.

Ícone de alternância ligado para notificações

Os sites podem pedir para enviar notificações