MC Ryan passa por audiência de custódia na PF nesta quinta (16/4)
Audiência de custódia de MC Ryan será on-line. O cantor de funk permanece preso temporariamente na sede da PF, em São Paulo
atualizado
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O cantor de funk MC Ryan, preso nessa quarta-feira (15/4), suspeito de liderar um esquema criminoso que lavou R$ 1,6 bilhão, passará por audiência de custódia na tarde desta quinta-feira (16/4). Ele está preso temporariamente na sede da Polícia Federal (PF), em São Paulo.
O Metrópoles apurou que a audiência será feita de forma on-line. A defesa do cantor, chefiada pelo advogado Felipe Cassimiro, entrou com um pedido de habeas corpus e aguarda decisão da Justiça.
MC Ryan foi preso durante a operação Narco Fluxo, resultado de uma investigação de meses sobre um esquema bilionário de lavagem de dinheiro tanto no Brasil quanto no exterior.
MC Ryan: líder da organização
Segundo os investigadores, o grupo utilizava uma estrutura sofisticada para ocultar a origem dos recursos. O dinheiro circulava por meio de empresas, pessoas interpostas e operações financeiras de alto valor, dificultando o rastreamento.
MC Ryan foi identificado como líder da organização e principal beneficiário econômico da quadrilha. Ele teria utilizado empresas ligadas à produção musical e ao entretenimento para misturar dinheiro lícito com recursos provenientes de apostas ilegais e rifas digitais.
Além disso, ele teria tentado blindar o patrimônio ao transferir participações societárias nessas empresas a familiares e outras pessoas, a fim de criar distância entre seu nome e o dinheiro de origem ilícita.
Depois, o dinheiro era lavado por meio do uso desse mesmo dinheiro para a compra de imóveis, veículos de lixo, joias e outros ativos de alto valor.
As autoridades também citam um vínculo estrutural do esquema com o Primeiro Comando da Capital (PCC).
Em nota, a defesa do MC Ryan informou que não teve acesso ao procedimento, razão pela qual está impossibilitada de apresentar manifestação específica sobre os fatos.
“Ressalta-se, contudo, a absoluta integridade de MC Ryan, bem como a lisura de todas as suas transações financeiras. Todos os valores que transitam por suas contas possuem origem devidamente comprovada, sendo submetidos a rigoroso controle e ao regular recolhimento de tributos, o que sempre foi observado de maneira contínua e responsável”.
A defesa alegou, ainda, confiar que os esclarecimentos que serão prestados demonstrarão a verdade dos fatos.
Além disso, outras 32 pessoas foram presas, incluindo famosos como o cantor MC Poze do Rodo e o influenciador Raphael Sousa, dono da página de fofoca Choquei.
Operação Narcofluxo
- Segundo a PF, mais de 200 policiais federais participam da operação e cumprem 45 mandados de busca e apreensão e 39 de prisão temporária, expedidos pelo Roberto Lemos dos Santos Filho, da 5ª Vara Federal de Santos.
- De acordo com a PF, a ação acontece nos estados de São Paulo, Rio de Janeiro, Pernambuco, Espírito Santo, Maranhão, Santa Catarina, Paraná e Goiás, e no Distrito Federal.
- A PF acredita que o volume financeiro pelo grupo criminoso ultrapassa R$ 260 bilhões. Além de armas, carrões e dinheiro em espécie, a corporação apreendeu documentos e equipamentos eletrônicos que ajudarão na investigação.
- Entre os presos na operação desta quarta, estão os funkeiros MC Ryan SP, MC Poze do Rodo e Raphael Sousa, dono da página Choquei.
- A Justiça determinou o bloqueio de até R$ 2,2 bilhões em bens de Ryan.
- O bloqueio foi imposto a 77 alvos da PF, entre empresas e pessoas físicas.
- De acordo com a decisão judicial, o valor estimado para o bloqueio foi calculado com base no lucro estimado com os crimes que teriam sido praticados: “tráfico internacional de mais de três toneladas de cocaína, somado ao fluxo financeiro identificado nos relatórios de inteligência financeira encaminhados pelo Coaf“.
- Também foram determinadas medidas de constrição patrimonial, incluindo o sequestro de bens e a imposição de restrições societárias, com o objetivo de interromper as atividades ilícitas e preservar ativos para eventual ressarcimento.
- As investigações continuam e os alvos podem responder pelos crimes de associação criminosa, lavagem de dinheiro e evasão de divisas.

















