MC Poze do Rodo deve ser solto após STJ conceder habeas corpus
Além de Poze, MC Ryan SP, o dono da Choquei, Raphael Sousa Oliveira, e todos os outros presos na Operação Narco Fluxo serão soltos
atualizado
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O Supremo Tribunal de Justiça (STJ) concedeu um habeas corpus a Marlon Brendon Coelho Couto Silva, o MC Poze do Rodo, na manhã desta quinta-feira (23/4), e o cantor deve ser solto, conforme decisão do ministro Messod Azulay Neto. Além dele, todos os outros 32 presos na Operação Narco Fluxo serão beneficiados pelo documento.
O habeas corpus foi concedido após a Justiça Federal classificar de “flagrante ilegalidade” a decisão que decretou a prisão temporária dos investigados. “Especialmente porque a própria representação da autoridade policial limitou-se ao prazo de cinco dias, assiste razão à defesa, devendo a medida extrema ser restringida ao período por ela requerido, qual seja, cinco dias”, afirmou o magistrado.
MC Poze do Rodo foi preso pela Polícia Federal (PF) no dia 15 de abril, no âmbito de uma operação que investiga um grupo suspeito de lavagem de dinheiro com movimentação superior a R$ 1,6 bilhão. O MC Ryan SP e o influenciador Raphael Sousa Oliveira, dono do perfil “Choquei”, também estão entre presos na operação e devem ser soltos, conforme habeas corpus.
Operação Narco Fluxo
- A PF acredita que o volume financeiro que circulou pelo grupo criminoso ultrapassa R$ 260 bilhões.
- Além de armas, carrões e dinheiro em espécie, no dia da operação, a corporação apreendeu documentos e equipamentos eletrônicos que ajudarão na investigação.
- Entre os que foram presos no dia 15/4 estão os funkeiros MC Ryan SP, MC Poze do Rodo e Raphael Sousa, dono da página Choquei.
- A Justiça determinou o bloqueio de até R$ 2,2 bilhões em bens de Ryan.
- O bloqueio foi imposto a 77 alvos da PF, entre empresas e pessoas físicas.
- De acordo com a decisão judicial, o valor estimado para o bloqueio foi calculado com base no lucro estimado com os crimes que teriam sido praticados: “tráfico internacional de mais de três toneladas de cocaína, somado ao fluxo financeiro identificado nos relatórios de inteligência financeira encaminhados pelo Coaf“.
- Também foram determinadas medidas de constrição patrimonial, incluindo o sequestro de bens e a imposição de restrições societárias, com o objetivo de interromper as atividades ilícitas e preservar ativos para eventual ressarcimento.
- As investigações continuam e os alvos podem responder pelos crimes de associação criminosa, lavagem de dinheiro e evasão de divisas.
Poze tinha vínculo com empresas investigadas
Segundo apuração da PF, Poze foi preso por ser um dos vinculados às empresas e estruturas financeiras relacionadas ao dinheiro ilegal, proveniente de rifas digitais e apostas.
Após a repercussão do caso, a defesa do cantor se manifestou: “A Defesa de Marlon Brandon [nome de batismo de Poze] desconhece os autos ou teor do mandado de prisão. Com acesso aos mesmos, se manifestará na Justiça para restabelecer sua liberdade e prestar os devidos esclarecimentos ao Poder Judiciário”, afirmou a nota, enviada à imprensa.















