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Eleições 2026São Paulo

Lula diz que 4º mandato terá embate com emendas e fundo partidário

Ao confirmar reeleição, Lula disse que não será o "Lulinha paz e amor" e prometeu "briga democrática" contra emendas e fundo partidário

02/08/2026 14:26, atualizado 02/08/2026 14:42
PT/YouTube/Reprodução
Lula - Metrópoles

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou, neste domingo (2/8), que, caso seja reeleito, pretende enfrentar uma disputa política com o Congresso Nacional para rever o papel das emendas parlamentares e alterar o modelo de financiamento dos partidos.

Ao discursar para militantes e aliados, em São Paulo, Lula afirmou que um eventual quarto mandato será marcado por mudanças na relação entre os Poderes e defendeu uma atuação mais firme do Executivo.

“Minha quarta Presidência é para mudar muita coisa neste país. Vai ter briga com emenda parlamentar e com o papel que hoje tem o Legislativo”, declarou.

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O presidente Lula na convenção do PT em SP que confirmou sua candidatura à reeleição
O presidente Lula na convenção do PT em SP que confirmou sua candidatura à reeleição
O presidente Lula na convenção do PT em SP que confirmou sua candidatura à reeleição
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O presidente Lula na convenção do PT em SP que confirmou sua candidatura à reeleição

Ricardo Stuckert
O presidente Lula na convenção do PT em SP que confirmou sua candidatura à reeleição
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O presidente Lula na convenção do PT em SP que confirmou sua candidatura à reeleição

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O presidente Lula na convenção do PT em SP que confirmou sua candidatura à reeleição
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O presidente Lula na convenção do PT em SP que confirmou sua candidatura à reeleição

Ricardo Stuckert

Segundo o mandatário brasileiro, o chefe do Executivo perdeu parte de suas atribuições nos últimos anos, o que, em sua avaliação, compromete a capacidade de governar.

Lula afirmou que pretende defender as prerrogativas da Presidência da República, como as indicações para agências reguladoras, tribunais superiores e outros órgãos federais.

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“Não posso permitir que o presidente da República vá perdendo seus direitos. Vai ter de ter uma briga democrática para fazer uma mudança neste país”, disse.

As declarações foram feitas durante a convenção nacional do PT, em São Paulo, que oficializou sua candidatura à reeleição.


Convenção oficializa candidatura


Críticas ao fundo partidário

Ainda durante o discurso, o petista também criticou o atual modelo de financiamento público das legendas. Lula afirmou sentir falta da época em que os partidos arrecadavam recursos diretamente com seus filiados e simpatizantes para financiar campanhas.

Segundo ele, o fundo partidário contribui para distorções no sistema político.

“Sou triste com a política de hoje. Preferia meu partido quando tinha de vender camiseta para colocar gasolina e fazer comício. Negócio de fundo partidário não me agrada, porque está levando os partidos para a promiscuidade”, afirmou.

Lula manda recado sobre pesquisas

O petista ainda minimizou pesquisas de intenção de voto divulgadas nas últimas semanas e pediu que a militância concentre esforços no início oficial da campanha. “Não fiquem preocupados com pesquisa. A guerra não começou, o campeonato não começou. Ele vai começar agora”, afirmou.

Fernando Haddad (PT), candidato ao governo de São Paulo e um dos principais aliados do presidente, afirmou que Lula é “motivo de inveja no mundo”, enquanto a candidata ao Senado, Simone Tebet (PSB), criticou adversários e defendeu a continuidade da atual gestão federal.

“Eu vou ser multado”

Lula também reconheceu que fez um pedido explícito de voto antes do início oficial da campanha eleitoral. Ao comentar o discurso que havia feito no sábado (1º/8), na convenção da federação partidária na Bahia, o presidente afirmou que poderá ser punido pela Justiça Eleitoral.

“Eu estou aqui hoje e eu não posso falar que sou candidato. Eu falei na Bahia, e eu vou ser multado. Eu falei na Bahia, pedi voto, mas eu não deveria ter pedido. Você só pode pedir depois do dia 15”, declarou.

Na convenção realizada em Salvador, ele havia dito aos apoiadores: “Estou pedindo para vocês não se cansarem de votar. Me elejam pela quarta vez para a gente poder fazer esse país definitivamente dar certo”.

Pela legislação eleitoral, atos de pré-campanha são permitidos, mas, pedidos explícitos de voto só podem ser feitos durante o período oficial de propaganda eleitoral, que começa em 16 de agosto.

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Aceno ao eleitorado feminino

Em outro momento, o presidente voltou a direcionar mensagens ao eleitorado feminino e condenou a violência contra as mulheres.

“Quem bate em mulher não vota em mim”, afirmou.

Lula defendeu a construção de uma sociedade com mais respeito às mulheres e disse que homens precisam reconhecer o papel feminino na sociedade. “Quando ele sentir raiva de uma mulher, tem que lembrar de onde ele veio: da barriga de uma mulher”, declarou.

O petista também afirmou que pretende levar para um eventual novo mandato políticas voltadas à proteção dos direitos das mulheres e ao enfrentamento da violência de gênero.