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Grande Angular

Mendonça manda apagar vídeo de IA que ligava Flávio Bolsonaro a Vorcaro

Ministro do TSE considerou que a permanência do vídeo nas redes sociais poderia ampliar os "efeitos de irregularidade no processo eleitoral"

16/09/2026 16:04
VINÍCIUS SCHMIDT/METRÓPOLES @vinicius.foto
André Mendonça

O ministro do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) André Mendonça determinou a exclusão de um vídeo feito com Inteligência Artificial (IA) que ligava o candidato à Presidência da República Flávio Bolsonaro (PL) ao dono do Banco Master, Daniel Vorcaro. O conteúdo foi publicado nas redes sociais e mostrava Flávio dançando diante de fachada identificada com a marca “Banco Master”, em meio a cédulas de dinheiro.

Na sequência, a imagem do candidato era retratada sendo contida e algemada por agentes fardados da Polícia Federal, em encenação de prisão em flagrante. A decisão é liminar e foi assinada em 9 de setembro. O vídeo já não está mais no ar.

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Ao analisar o caso, Mendonça afirmou que a peça reproduzia as fisionomias de Flávio “com aparência fotorrealista e as insere em cenário visualmente plausível, mantendo características próprias de registro audiovisual real”.

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Pedro Moro/Metrópoles

“A própria sequência em que o representante é contido e algemado por agentes fardados da Polícia Federal é construída sob forma visual capaz de conferir aparência documental a acontecimento inexistente. […] O resultado apresenta grau de verossimilhança suficiente para que, no curso ordinário da visualização, o eleitor médio possa apreendê-lo como documentação autêntica do acontecimento representado“, completou Mendonça.

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O ministro do TSE frisou que a permanência da postagem “permitia a continuidade de sua difusão e replicação, ampliando os efeitos da irregularidade durante o processo eleitoral”. “Tratando-se, ademais, de conteúdo sintético dotado de aptidão para ser percebido como registro autêntico, a continuidade da circulação potencializa o risco de incorporação da falsa representação ao debate eleitoral antes mesmo de seu esclarecimento”, acrescentou.

Após determinar a exclusão do conteúdo, o ministro intimou o dono do perfil responsável pela publicação. Até o momento, não há nova decisão sobre o assunto.