Inscreva-se no canal MetrópolesTV no YouTube
Brasil

Lula critica Mendonça por estar "só soltando aquilo que interessava a ele"

Em entrevista, presidente voltou a cobrar o rigor nas investigações que envolvem suspeitas contra ministros da Suprema Corte

15/09/2026 21:00, atualizado 15/09/2026 21:20
Ricardo Stuckert
Presidente Lula

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) subiu o tom contra o ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), ao comentar a abertura dos sigilos sobre o Caso Master, nesta terça-feira (15/9), em entrevista na TV. O petista sugeriu que o magistrado contribuiu para os vazamentos das investigações ao afirmar que Mendonça “soltava aquilo que interessava a ele”.

Lula também voltou a cobrar rigor na apuração sobre o envolvimento de ministros no escândalo do banco de Daniel Vorcaro. 

“Abra-se o sigilo de telefone de todo mundo. Aquilo que o André Mendonça tinha guardado como segredo de Estado e só soltando aquilo que interessava a ele, agora pode ser aberto a toda a sociedade saber quem estava metido nisso. Por que o Toffoli não votou? Por que o Kassio não votou?”, questionou o presidente em entrevista ao Jornal da Record.

Receba no seu email as notícias de Boletim Metrópoles

Frequência de envio: Diário

Ver todas as newsletters

Nesta terça, o plenário da Suprema Corte iniciou a análise da abertura de uma investigação contra o ministro Alexandre de Moraes por mensagens trocadas com o dono do Banco Master. O julgamento terminou indefinido após um pedido de vista do ministro Flávio Dino.

Até o momento, o placar é de 4 a 3 para que o caso seja analisado de forma separada ao processo que busca apurar a condução de Mendonça no âmbito de inquéritos sobre o Master.

Entre no canal de WhatsApp do Metrópoles

Durante a entrevista, Lula afirmou que a Suprema Corte “precisa ser exemplo” e pediu que a investigação alcance a todos, sem distinção. O presidente defendeu, ainda, uma “reforma profunda” no Judiciário, com mudanças nas regras para indicação de magistrados em diferentes instâncias.

“Tem que ter uma coisa clara: quem for ministro ou quem estiver no Poder Judiciário não pode querer ficar rico. As pessoas não podem estar no Poder Judiciário e o filho advogando, a mulher advogando, o pai advogando na própria Suprema Corte. É preciso criar critérios de moralização do Poder Judiciário brasileiro”, disse.