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Brasil

Mendonça: relatório da PF usado por Moraes é "ilegal" e "sem valor".

Relator do Caso Master diz que foi monitorado ilegalmente. Placar é de 4 votos a 2 pelas investigações conjuntas de Moraes e Mendonça

15/09/2026 17:52, atualizado 15/09/2026 18:26

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) André Mendonça disse, nesta terça-feira (15/9), que foi monitorado de forma irregular pela Polícia Federal e que o relatório de inteligência incluso em parecer de Alexandre de Moraes é “ilegal”.

A declaração se deu durante a sessão do plenário sobre o relatório da PF que aponta mensagens entre Moraes e banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master.

“É um documento ilegal e o próprio documento fala que não tem valor probatório. Então não são coisas comparáveis. São questões fáticas totalmente distintas. Isso eu preciso deixar claro”, disse Mendonça.

A petição foi pautada pelo presidente Edson Fachin. Agora, a Corte vota uma questão de ordem apresentada pelo ministro Gilmar Mendes para votar em conjunto a instalação de uma investigação contra Moraes e outra contra Mendonça, ambos na próxima semana, em 23 de setembro.

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O placar é de quatro votos a favor da questão de ordem do decano (com votos de Flávio Dino, Cristiano Zanin e Alexandre de Moraes) e dois a favor do parecer do relator, Edson Fachin, pela manutenção da separação dos casos. Mendonça votou pelo parecer do presidente.

No seu voto, Moraes disse que a declaração de Mendonça “contribui para um julgamento conjunto” e voltou a insinuar que tem testemunhas para declarar contra o relator do Caso Master. Mais cedo, ambos bateram boca sobre o caso.

“É muito fácil descobrir se o que está no relatório é verdade ou não. É só chamar as testemunhas”, disse Moraes. “Versões e interpretações cada um tem a sua”, segue o magistrado, ao que Mendonça responde: “Estou vendo”.