PM prende suspeito de furtar cabos e afetar estrutura da Linha 17-Ouro

Polícia Militar prendeu em flagrante homem suspeito de roubar cabos de cobre da linha 17-ouro do monotrilho. Furto afetou operação da linha

atualizado

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William Cardoso/Metrópoles
linha 17 ouro falha operação segundo dia seguido
1 de 1 linha 17 ouro falha operação segundo dia seguido - Foto: William Cardoso/Metrópoles

A Polícia Militar prendeu em flagrante, na madrugada desta quarta-feira (29/4), um homem de 28 anos suspeito de furtar cabos de cobre da estrutura da linha 17-Ouro do monotrilho, na zona sul de São Paulo.

Durante um patrulhamento preventivo na região, os agentes avistaram o suspeito carregando um cabo de cobre de aproximadamente 2 metros em direção a um ferro velho. Ao ver a viatura se aproximando, o homem tentou fugir.

A empresa responsável pela segurança patrimonial da área informou que cabos de energia haviam sido furtados minutos antes, nas proximidades da passarela do local, e reconheceu o material apreendido.

O suspeito, que já possui passagens criminais por furto, teve a prisão em flagrante ratificada por furto qualificada.


Linha tem sequência de furtos e falha pelo 3° dia seguido

A linha 17-Ouro do monotrilho vem acumulando problemas na operação desde sua inauguração. No entanto, nessa semana, a linha já apresentou três falhas seguidas, todas ocasionadas pelo furtos de cabos dessa segunda-feira (27/4).

Desde o início da semana, os trens estão passando por falhas no sistema de sinalização da via, circulando em trajeto reduzido.


Linha prometida para a Copa

  • A linha 17-Ouro foi prometida ainda em 2009, em um projeto conjunto entre a Prefeitura de São Paulo, comandada na época por Gilberto Kassab (PSD), e o governo do estado, então de José Serra.
  • No total, foram seis projetos que estavam em andamento simultaneamente, incluindo da Linha 15-Prata.
  • A previsão era que a linha inaugurada nesta terça fosse entregue em 2014, quando o Brasil preparava-se para sediar a Copa do Mundo, como uma “solução” mais barata, rápida e moderna para o congestionamento que seria gerado.
  • Porém, conforme técnicos se debruçavam sobre os projetos, alguns deles foram descartados e alterados.
  • O monotrilho da Linha 17 foi o que mais enfrentou problemas: o percurso total seria de 21,5 quilômetros, com custo de cerca de R$ 6,5 bilhões, em valores corrigidos pela inflação.
  • As obras se iniciaram oficialmente em 2012, envolvendo, durante mais de uma década, uma série de problemas, como paralisações, mudanças no trajeto e no contrato e atrasos no cronograma, além de troca de acusações entre a empresa licitada e o Metrô.
  • A construtora escolhida por licitação para realizar as obras, a Andrade Gutierrez, deixou o projeto em 2015, um ano após a previsão de entrega pelo governo.
  • Nessa época, menos de 30% do projeto estava finalizado e a linha já havia sido reduzida à metade, com os 6,7 quilômetros que foram entregues atualmente.
  • A construção foi retomada somente em 2023.
  • Atualmente, a linha está 80% concluída.

O trajeto do monotrilho conta com sete das oito estações abertas ao público: Morumbi (conexão com a Linha 9-Esmeralda), Chucri Zaidan, Vila Cordeiro, Campo Belo (integração à Linha 5‑Lilás), Vereador José Diniz, Brooklin Paulista e Aeroporto de Congonhas.

A estação Washington Luís não entrará no funcionamento inicial da linha, com previsão de integração somente para junho, quando novos trens serão adicionados.

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