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Embriagada, irmã de Nunes ameaçou soltar cães em PMs em ocorrência

Janaína Reis Miron, irmã do prefeito Ricardo Nunes, desacatou e ameaçou PMs ao ser abordada embriagada ao volante em 2022

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Janaína Reis Miron, irmã do prefeito de São Paulo Ricardo Nunes
1 de 1 Janaína Reis Miron, irmã do prefeito de São Paulo Ricardo Nunes - Foto: Reprodução / Redes Sociais

Janaína Reis Miron, irmã do prefeito de São Paulo Ricardo Nunes (MDB), presa nesta quinta-feira (15/1) na zona sul da capital paulista, já ameaçou “soltar” os cães que levava em seu carro em cima de policiais militares (PMs).

O episódio aconteceu em Botucatu, no interior do estado, em outubro de 2022, e levou a uma condenação por embriaguez ao volante e por desacato.

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Janaína era alvo de dois mandados de prisão, um de 2024 e outro de 2025. Ela foi identificada pelo sistema de monitoramento Smart Sampa, principal bandeira da gestão Nunes, em uma Unidade Básica de Saúde (UBS) no bairro Socorro, na zona sul de São Paulo.

A prefeitura da capital paulista passou a instalar câmeras do Smart Sampa em unidades de saúde recentemente.

Janaina foi detida por volta das 15h20 na UBS Veleiros, na avenida Clara Mantelli, no bairro Socorro, na zona sul de São Paulo. O local fica próximo à residência do prefeito.

A mulher foi conduzida ao 11º Distrito Policial (DP), de Santo Amaro, também na zona sul paulistana. A informação foi divulgada pela Polícia Militar de São Paulo e publicada pelo Metrópoles em primeira mão.

Ameaçou soltar cães em PMs

De acordo com uma sentença da 1ª Vara Criminal do Foro de Botucatu, proferida pelo juiz Orlando Haddad Neto em 25 de julho do ano passado, Janaína foi abordada por policiais militares por volta das 0h20 do dia 20 de outubro de 2022 na Rodovia SP 209 conduzindo um veículo modelo I/Hyundai IX35 2.0 “com capacidade psicomotora alterada em razão da influência de álcool”. Abordada, a irmã do prefeito de São Paulo desacatou dois PMs.

Um dos agentes disse em depoimento que flagrou Janaína “ziguezagueando” pela rodovia. Ao ser abordada, a mulher demonstrou sinais de embriaguez. Ela não portava qualquer documento e estava com o licenciamento e a habilitação vencida.

Quando foi informada que seria levada à delegacia, Janaína xingou os PMs e “ameaçou soltar os cães que estavam em seu carro na equipe”. Segundo um dos agentes, a mulher “ficou bem descontrolada” e ameaçou sair correndo pela rodovia

Ainda ameaçando a equipe, Janaína disse que seu marido era capitão da polícia e que ele iria prejudicar os agentes de alguma maneira. Ela afirmou ainda que os PMs “deveriam estar pegando ladrão ao invés de abordar uma mãe de família”.

Janaína se recusou ao fazer o teste de bafômetro, mas os agentes constataram que a mulher estava embriagada, “com voz pastosa, odor etílico e desequilíbrio ao andar e falar”.

Negou estar embriagada

À Justiça, a irmã de Nunes negou o consumo de bebida alcoólica e alegou que estava sob efeito de medicação e que havia iniciado um tratamento psiquiátrico. Ela disse ainda que havia dois pitbulls dentro do carro e que era perigoso que os PMs se aproximassem.

A mulher afirmou também que não havia necessidade de ser presa porque “não estava fora de si” e que “não causa mal a ninguém” e “é mãe”. Acrescentou que os policiais não possuíam bafômetro e só passou por exame de corpo de delito no dia seguinte, conforme a sentença.

O magistrado, no entanto, concluiu que a prova oral foi capaz de demonstrar a embriaguez de Janaína, e que “não há motivos para desacreditar as palavras das testemunhas policiais”. Além disso, o juiz apontou que, mesmo que ela estivesse sob efeito de medicamentos, “se colocou em estado de embriaguez involuntária” – isto é, por conta própria.

Nesta ação penal, Janaína foi condenada a 15 meses de detenção, em regime aberto, e ao pagamento de 23 dias de multa. Ela nunca teria iniciado o cumprimento da pena, por isso o mandado de prisão em aberto.

A defesa de Janaína foi procurada, mas não houve manifestação até a publicação desta reportagem. O espaço segue aberto.

Já a Prefeitura de São Paulo afirmou, em nota, que “a prisão está amparada em mandados judiciais, obedeceu ao rigor da lei e foi executada seguindo os critérios de identificação do Smart Sampa”.

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