Gritzbach: MPSP pede condenação e R$ 40 milhões de policiais delatados

Agentes foram denunciados por envolvimento em esquema do PCC delatado por Vinícius Gritzbach, empresário morto no aeroporto de Guarulhos

atualizado

metropoles.com

Compartilhar notícia

gritzbach
1 de 1 gritzbach - Foto: null

O Ministério Público de São Paulo (MPSP) pediu a condenação de sete policiais civis por envolvimento em um esquema de lavagem de dinheiro e extorsão do Primeiro Comando da Capital (PCC). Os agentes são citados nas investigações relacionadas a Vinícius Gritzbach, delator do PCC executado no Aeroporto de Guarulhos em 2024.

No documento, obtido pelo Metrópoles, o MPSP alega que os policiais desempenhavam papel essencial no esquema da facção. A investigação aponta que os agentes se aproveitavam dos cargos para desviar o rumo de inquéritos e impedir novas apurações, além de fornecerem dados sigilosos e acesso a sistemas de informação policial à cúpula do PCC.

O MPSP afirma ainda que os denunciados usavam os cargos para coagir devedores da facção, perseguir rivais e eliminar concorrentes com o objetivo de facilitar a dominação territorial do grupo criminoso.

Em outra frente de atuação, os agentes recebiam vantagens indevidas para ajudar acusados de homicídio, operavam um esquema de cobrança de propina em estabelecimentos e subtraíam materiais apreendidos, como relógios, para proveito próprio.


Quem são os acusados por esquema do PCC

  • Ademir Pereira de Andrade: empresário apontado como operador financeiro do PCC.
  • Ahmed Hassan Saleh: advogado acusado de intermediar relação do PCC com os policiais.
  • Eduardo Lopes Monteiro: investigador da Polícia Civil acusado de facilitar interesses do PCC em troca de propina.
  • Fabio Baena Martin: delegado acusado de proteger integrantes do PCC.
  • Marcelo Marques de Souza: investigador da Polícia Civil, apontado como operador do esquema de cobrança de propinas.
  • Marcelo Roberto Ruggieri: policial civil acusado de orientar e proteger integrantes do PCC.
  • Robinson Grander de Moura: comerciante apontado como suporte logístico e operacional da facção.
  • Rogerio de Almeida Felício: policial acusado de cobrar dívidas do crime organizado.
  • Danielle Bezerra dos Santos: esposa de Rogério, é acusada de atuar na gestão das atividades ilícitas.
  • Valdenir Paulo de Almeida: policial acusado de proteger interesses ilícitos do PCC.
  • Valmir Pinheiro: policial acusado de integrar uma rede de proteção aos narcotraficantes e garantir a impunidade dos criminosos.

Os sete policiais e os outros quatro investigados foram acusados pelos crimes de lavagem de dinheiro, corrupção passiva, peculato, usura (agiotagem) e tráfico de drogas, além de envolvimento com o PCC. Para o delegado Alberto Pereira Matheus, a manifestação final do MPSP foi de absolvição por falta de provas.

Além das condenações criminais, o Ministério Público pediu a perda dos cargos públicos dos policiais denunciados e o pagamento de, no mínimo, R$ 40 milhões por acusado, como forma de ressarcimento por dano moral coletivo e dano social.

Delator do PCC assassinado em aeroporto

O empresário Antônio Vinicius Lopes Gritzbach, de 38 anos, era jurado de morte pelo Primeiro Comando da Capital (PCC) por supostamente ter mandado matar dois integrantes da facção. Ele foi morto em novembro de 2024 após um ataque a tiros ocorrido no Aeroporto Internacional de São Paulo, em Guarulhos, na região metropolitana do estado.

Gritzbach esteve preso até 7 de junho de 2023, quando ganhou liberdade condicional e passou a usar tornozeleira eletrônica.

Em acordo de colaboração premiada, ele apresentou conversas e documentos que detalharam a dinâmica do esquema de lavagem de dinheiro e denunciou o envolvimento de autoridades policiais nos crimes do PCC.

Quais assuntos você deseja receber?

Ícone de sino para notificações

Parece que seu browser não está permitindo notificações. Siga os passos a baixo para habilitá-las:

1.

Ícone de ajustes do navegador

Mais opções no Google Chrome

2.

Ícone de configurações

Configurações

3.

Configurações do site

4.

Ícone de sino para notificações

Notificações

5.

Ícone de alternância ligado para notificações

Os sites podem pedir para enviar notificações