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São Paulo

Delação de Gritzbach sobre PCC envolve cúpula da Polícia Civil, diz PF

Mensagem enviada por policial delatado por Gritzbach dá a entender que cúpula da Polícia Civil de SP se beneficiava financeiramente do PCC

Juliana Arreguy, Alfredo Henrique22/12/2024 17:27, atualizado 22/12/2024 20:47
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Reprodução/ MPSP
Agentes "Xixo" e "Bolsonaro", do Denarc, são os principais denunciados da operação Face Off. Eles teriam recebido R$ 800 mil em propina - Metrópoles

São Paulo – Mensagens enviadas pelo policial civil Valdenir Paulo de Almeida, conhecido como Xixo, e apreendidas pela Polícia Federal (PF), dão a entender que a cúpula da Polícia Civil se beneficiava financeiramente do traficante Anselmo Santa Fausta, o Cara Preta, associado ao PCC.

“Quebraram o cofrinho. A DGP [sigla para Delegacia Geral da Polícia Civil] é que vai ficar triste”, escreveu Xixo a um número desconhecido, quando Cara Preta foi morto, em 2021 (veja abaixo).

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Mensagens enviadas por Xixo e apreendidas pela PF
Mensagens enviadas por Xixo e apreendidas pela PF
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Mensagens enviadas por Xixo e apreendidas pela PF

Reprodução/PF
Mensagens enviadas por Xixo e apreendidas pela PF
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Mensagens enviadas por Xixo e apreendidas pela PF

Reprodução/PF

Xixo foi preso pela PF, em agosto deste ano, por suspeita de receber R$ 800 mil do PCC. Ele foi um dos policiais delatados por Vinícius Gritzbach, assassinado em novembro deste ano no aeroporto de Guarulhos, na Grande São Paulo.

Os agentes citados pelo empresário são acusados de suborno para interromper investigações contra o PCC e de passar informações sobre operações policiais a integrantes da facção, além de lavagem do dinheiro da propina com a compra de imóveis.

Gritzbach negociou a delação enquanto era investigado como suposto mandante do assassinato de Cara Preta. Segundo o delator, investigadores do caso pediram R$ 40 milhões em troca de deixá-lo de fora da lista de indiciados. Ele ainda relatou o sumiço de bens apreendidos, como relógios de luxo.

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