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São Paulo

Greve na CPTM pode voltar? Entenda o acordo entre sindicato e governo

Greve na CPTM, nas linhas 11-Coral, 12-Safira e 13-Jade chegou ao fim, mas ferroviários mantêm estado de greve após acordo com o governo

Leonardo Amaro/Metrópoles
Greve na CPTM pode voltar? Entenda o acordo entre sindicato e governo

A greve dos ferroviários da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM)  foi encerrada na tarde desta quarta-feira (5/8), mas a possibilidade de uma nova paralisação ainda não está totalmente descartada. Apesar de aprovar o retorno ao trabalho, o Sindicato dos Trabalhadores em Empresas Ferroviárias da Zona Central do Brasil (STEFZCB) decidiu manter a categoria em estado de greve, o que permite uma nova mobilização, caso o Governo de São Paulo não cumpra os compromissos assumidos durante a negociação.

O fim da paralisação foi definido após uma audiência de conciliação realizada no Tribunal Regional do Trabalho da 2ª Região (TRT-2), que reuniu representantes do governo estadual e do sindicato. Em assembleia, a proposta foi aprovada por 131 votos favoráveis, enquanto 26 ferroviários defenderam a continuidade da greve. Com a decisão, os trabalhadores retomam imediatamente as atividades.

O principal ponto do acordo envolve a garantia dos empregos dos ferroviários durante o processo de reorganização da CPTM. Segundo o governador Tarcísio de Freitas (Republicanos), o governo apresentou um projeto de lei para assegurar a manutenção dos postos de trabalho. Além disso, ficou acertado que um acordo coletivo será formalizado nos próximos dias para registrar os compromissos firmados entre as partes.

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Estação Brás da CPTM
Trânsito em São Paulo
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Greve da CPTM começou na terça-feira (4/8), afetou as linhas 11-Coral, 12-Safira e 13-Jade e acabou com acordo de empregos dos ferroviários
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Greve da CPTM começou na terça-feira (4/8), afetou as linhas 11-Coral, 12-Safira e 13-Jade e acabou com acordo de empregos dos ferroviários

Gabrielle Gonçalves - Metrópoles

Apesar da retomada da operação, o sindicato afirmou que continuará acompanhando o cumprimento do acordo. A entidade informou que manterá o estado de greve como forma de pressionar o governo a cumprir as garantias negociadas e não descarta convocar uma nova paralisação caso os compromissos assumidos não sejam respeitados.

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A greve começou na terça-feira (4/8) e afetou as linhas 11-Coral, 12-Safira e 13-Jade da CPTM, provocando mudanças na rotina de milhares de passageiros da Grande São Paulo. Com o encerramento do movimento, as três linhas voltam a operar normalmente.

O que mais foi decido

Também ficou decidido que os ferroviários da CPTM não irão mais ensinar suas funções para a equipe da nova concessionária. Antes do início da votação na subsede do sindicato no Brás, região central de São Paulo, o governador Tarcísio já havia adiantado, em coletiva de imprensa, que apresentaria à Assembleia Legislativa do estado (Alesp) o texto que estabelece a absorção ou cessão dos trabalhadores por órgãos da administração pública estadual durante o processo de desestatização. Na oportunidade, Tarcísio afirmou que o envio seria feito somente caso a categoria se comprometesse a retomar a operação até a hora do rush desta quarta.

Caso os ferroviários decidissem pela continuidade da greve, a Justiça já havia determinado que 90% dos funcionários deveriam trabalhar em horários de pico e 70% nos demais horários. Em caso de descumprimento, o Tribunal fixou em R$ 5 milhões a multa diária aplicada à entidade, a partir de quinta (6/8).

No próximo dia 19 de agosto, a categoria volta a se reunir com o governo estadual para assinatura de um novo acordo coletivo que ratifique tudo aquilo que foi proposto em reunião anterior e aprovado na assembleia. Uma das exigências dos grevistas era de que o acordo também contemplasse os funcionários da Linha 10–Turquesa, atualmente a única que ainda segue sob gestão da CPTM — apesar de Tarcísio já ter sinalizado, no passado, interesse em concedê-la à iniciativa privada.

Greve na CPTM

Os ferroviários estão paralisados desde a manhã de terça-feira (4/8) pelo fim das privatizações no transporte ferroviário de São Paulo. A empresa privada Trivia Trens assumiu as linhas 11-Coral, 12-Safira e 13-Jade no dia 21 de julho e, ainda nos primeiros três dias de operação, as linhas registraram diversas falhas e um incêndio.

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Por conta da greve na CPTM, algumas estações do Metrô tiveram maior número de passageiros
Estação Penha da Linha 3-Vermelha do Metrô no sentido Barra Funda com maior número de passageiros
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Estação Itaquera da Linha 3-Vermelha do Metrô na manhã desta terça
Estação Paraíso das Linhas 1-Azul e 2-Verde do Metrô teve aumento de passageiros por conta da greve da CPTM
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Estação Paraíso das Linhas 1-Azul e 2-Verde do Metrô teve aumento de passageiros por conta da greve da CPTM

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Por conta da greve na CPTM, algumas estações do Metrô tiveram maior número de passageiros
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Por conta da greve na CPTM, algumas estações do Metrô tiveram maior número de passageiros

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Estação Penha da Linha 3-Vermelha do Metrô no sentido Barra Funda com maior número de passageiros
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Estação Penha da Linha 3-Vermelha do Metrô no sentido Barra Funda com maior número de passageiros

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Vagão de metrô lotado durante greve da CPTM em São Paulo nesta terça-feira (4/8)
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Vagão de metrô lotado durante greve da CPTM em São Paulo nesta terça-feira (4/8)

Enzo Marcus/Metrópoles

Os trabalhadores criticam a precarização da operação e reivindicam a volta da administração das linhas pela CPTM, além da garantia dos empregos dos grevistas. O governador garante que nenhum trabalhador foi mandado embora e que um Programa de Demissão Voluntário foi inaugurado somente para aqueles que tiverem interesse em deixar suas ocupações.

Segundo Tarcísio, se a Trivia quiser, os profissionais serão mantidos. No entanto, alguns funcionários das linhas 11, 12 e 13 já foram realocados para a Artesp, para o metrô e para outras linhas do transporte ferroviário. Ninguém perderá o emprego, conforme disse o governador.

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Entenda a greve

  • O Sindicato dos Ferroviários da Central do Brasil (STEFZCB) decidiu paralisar as atividades a partir da meia-noite de terça-feira (4/8). A medida, aprovada em assembleia na tarde de segunda (3/8), atinge as linhas 11-Coral, 12-Safira e 13-Jade, do sistema ferroviário de São Paulo.
  • Na semana passada, os ferroviários já haviam aprovado indicativo de greve para a data, caso não houvesse avanço nas negociações com o governo de São Paulo.
  • Lideranças da categoria se reuniram com representantes do governo estadual na sede da Secretaria da Casa Civil, mas o encontro terminou sem acordo entre as partes.
  • Entre as reivindicações da categoria, estão a reestatização das linhas 11-Coral, 12-Safira e 13-Jade, concedidas à Trivia Trens, a garantia de todos os empregos na CPTM e a aprovação do Projeto de Lei (PL) nº 730/2025 na Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo (Alesp), com o apoio do governo. O texto prevê a absorção dos funcionários da estatal por órgãos da administração pública estadual após concessões.
  • Com a paralisação, as linhas 11-Coral e 12-Safira funcionam em operação parcial desde a manhã de terça-feira. A 13-Jade teve o serviço interrompido por completo.

Quase 1 milhão de passageiros afetados no 1° dia de greve

Os impactos da greve nas Linhas 11-Coral, 12-Safira e 13-Jade foram sentidos logo na manhã de terça-feira (4/8) nas estações do Metrô de São Paulo. Algumas linhas como a 1-Azul e 3-Vermelha registraram trens e plataformas mais lotadas que o normal para o horário, além de filas nas catracas. A região mais atingida foi a zona leste, a mais populosa de São Paulo e atendida pelas linhas paralisadas.

Um vídeo mostra a fila nas catracas da estação Itaquera do metrô por volta de 6h desta terça-feira. Veja:

Para minimizar os impactos da paralisação, um plano de contingência precisou ser acionado. Na capital paulista, o rodízio de veículos foi suspenso pela prefeitura. Já o governo de São Paulo informou que os ônibus da operação Paese foram acionados para atender os passageiros nas estações mais afetadas das Linhas 11,12 e 13.

O Metrô também adotou medidas para reduzir os impactos: as estações das Linhas 1-Azul, 2-Verde, 3-Vermelha e 15-Prata tiveram suas aberturas antecipadas para as 4h da manhã. Na Linha 3, foram adicionadas mais composições à circulação, e trens vazios podem ser enviados às estações que apresentarem maior lotação ao longo do dia.

A Polícia Militar do estado de São Paulo (PMSP) aumentou o número de policiais no entorno das estações afetadas pela greve. Os passageiros que precisam pegar trens observam, na manhã desta terça-feira (4/8), um contingente acima do comum perto das estações atingidas, especialmente na região leste da capital paulista.