CPTM: plano de contingência da greve tem reforço no metrô e 128 ônibus
Plano de contingência foi acionado para reduzir impacto da greve da CPTM. Rodízio foi suspenso e estações do Metrô abriram mais cedo

Por conta da greve dos ferroviários da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM) deflagrada nesta terça-feira (4/8), o governo de São Paulo acionou acionar um plano de contingência para reduzir os impactos da paralisação, que atinge as Linhas 11-Coral, 12-Safira e 13-Jade.
Por volta das 6h, a Linha 11-Coral estava com operação parcial entre as estações Barra Funda e Guaianases. Já por volta das 6h35, a Linha 12-Safira passou a circular com operação parcial entre as estações Brás e Engenheiro Goulart. A Linha 13-Jade está com operação interrompida.
Por conta dos impactos, a Prefeitura de São Paulo suspendeu o rodízio de veículos nesta terça e, segundo a CET, o trânsito já estava acima da média às 6h, principalmente na região da zona leste da capital paulista, que é a mais atingida pela greve.
Segundo o governo de São Paulo, 128 ônibus gratuitos do Plano de Apoio entre Empresas em Situação de Emergência (Paese) foram acionados para atender os passageiros nas estações Estudantes e Corinthians-Itaquera, da Linha 11, São Miguel Paulista e Calmon Viana, da Linha 12, e Aeroporto de Guarulhos e Engenheiro Goulart, da Linha 13.
Entre no canal de WhatsApp do Metrópoles SPJá o Metrô de São Paulo antecipou a abertura das estações das Linhas 1-Azul, 2-Verde, 3-Vermelha e 15-Prata para as 4h. Na Linha 3, foram adicionadas mais composições à circulação e trens vazios podem ser enviados às estações que apresentarem maior lotação ao longo do dia.

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Ver todasA CPTM informa que a greve não atinge as demais linhas de trem, como a 7-Rubi, 8-Diamante e 9-Esmeralda, todas concedidas à iniciativa privada. A Linha 10-Turquesa, operada pela companhia, também não foi afetada pela paralisação.
Sindicato diz lutar por empregos
O Sindicato dos Trabalhadores em Empresas Ferroviárias da Zona Central do Brasil afirma que a greve deflagrada nesta terça (4/8) ocorreu por falta de garantia formal da manutenção de seus empregos por parte do governo paulista.
Em nota, o sindicato informou que tentou negociar durante a reunião realizada nessa segunda-feira (3/8) com representantes do governo estadual mas que “não houve garantia formal de manutenção dos empregos dos trabalhadores da CPTM diante do processo de concessão das linhas ferroviárias. Sem esse compromisso formal, a categoria decidiu manter a greve como forma de defender os postos de trabalho e o futuro de milhares de famílias”.
Entenda a greve
Nessa segunda (3/8), lideranças da categoria se reuniram com representantes do governo do estado na sede da Secretaria da Casa Civil, mas o encontro terminou sem acordo entre as partes. Na semana passada, os ferroviários já haviam aprovado um indicativo de greve para a data atual, caso não houvesse avanço nas negociações.
Entre as reivindicações, estão a reestatização das linhas 11-Coral, 12-Safira e 13-Jade, concedidas à Trivia Trens, a garantia de todos os empregos na CPTM e a aprovação do Projeto de Lei (PL) nº 730/2025 na Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo (Alesp), com o apoio do governo. O texto prevê a absorção dos funcionários da estatal por órgãos da administração pública estadual após concessões.
O que diz a CPTM?
Em nota, a CPTM disse lamentar a decisão do sindicato, “mesmo após a apresentação de compromissos concretos e da disposição expressa da gestão estadual para avançar nas negociações”. “Diante disso, a CPTM recorreu ao Tribunal Regional do Trabalho, que determinou a operação de 80% do efetivo nos horários de pico e de 60% nos demais períodos. Em caso de descumprimento, o TRT fixou multa diária de R$ 400 mil ao sindicato”, informou.


















