Greve da CPTM: sindicato diz lutar por empregos após privatização
Sindicado dos Ferroviários afirmou que a greve desta terça (4/8) se deu por falta de garantia dos empregos pelo governo de São Paulo

O Sindicato dos Trabalhadores em Empresas Ferroviárias da Zona Central do Brasil afirma que a greve dos ferroviários da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM) deflagrada nesta terça-feira (4/8) ocorreu por falta de garantia formal da manutenção de seus empregos por parte do governo do estado de São Paulo.
Em nota, o sindicato informou que tentou negociar durante a reunião realizada nessa segunda-feira (3/8) com representantes do governo estadual. “Não houve garantia formal de manutenção dos empregos dos trabalhadores da CPTM diante do processo de concessão das linhas ferroviárias. Sem esse compromisso formal, a categoria decidiu manter a greve como forma de defender os postos de trabalho e o futuro de milhares de famílias”.
“A greve é a última medida a ser usada pelos Trabalhadores(as), que seguem unidos na defesa dos empregos, da valorização profissional e da continuidade de um serviço ferroviário de qualidade para a população paulista. O Sindicato reafirma que permanece aberto ao diálogo e espera que o Governo apresente, com urgência, uma proposta concreta que garanta a preservação dos postos de trabalho e permita o encerramento do movimento paredista”, informou a categoria em nota.
A greve da CPTM nesta terça (4/8) atinge as Linhas 11-Coral, 12-Safira e 13-Jade, que transportam cerca de 850 mil passageiros diariamente. Por volta das 6h, apenas a Linha 11 (Estudantes-Barra Funda) operava de maneira parcial entre as estações Barra Funda e Guaianases.
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Ver todasJá as Linhas 12 (Calmon Viana-Brás) e 13 (Engenheiro Goulart-Aeroporto de Guarulhos) estão fora de operação. Por causa da paralisação, o rodízio de veículos foi suspenso nesta terça-feira em São Paulo e, segundo a CET, na zona leste, a mais atingida, o trânsito já apresenta lentidão 40% acima do normal.
Em nota, a CPTM disse lamentar a decisão do sindicato, “mesmo após a apresentação de compromissos concretos e da disposição expressa da gestão estadual para avançar nas negociações”. “Diante disso, a CPTM recorreu ao Tribunal Regional do Trabalho, que determinou a operação de 80% do efetivo nos horários de pico e de 60% nos demais períodos. Em caso de descumprimento, o TRT fixou multa diária de R$ 400 mil ao sindicato”, informou.


















