Quem são os foragidos da operação da PF que prendeu MC Ryan e mais 32

Cinco suspeitos de integrar esquema que lavou cerca de R$ 1,6 bilhão seguem foragidos. A organização era supostamente chefiada por Ryan SP

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1 de 1 Imagem colorido de presos durante operação da Polícia Federal contra esquema de lavagem de dinheiro; cinco suspeitos seguem foragidos - Metrópoles - Foto: Reprodução

Cinco suspeitos de integrar o esquema criminoso que levou à prisão do MC Ryan SP e de outras 33 pessoas seguem foragidos, segundo a Polícia Federal (PF). Thiago Barros Cabral, Jonatas Cleiton de Almeida Santos, Leticia Feller Pereira, Jiawei Lin e Xizhangpeng Hao são investigados por movimentar cerca de R$ 1,6 bilhão.

Os indivíduos são procurados desde 15 de abril, quando foi deflagrada a Operação Narco Fluxo, da PF. Thiago Barros e Jonatas Cleiton não foram localizados durante a execução dos mandados de busca e apreensão e de prisão temporária, enquanto Letícia Feller e os chineses estavam fora do país, em locais que até hoje são desconhecidos.

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Investigações indicam que a movimentação era feita no Brasil e no exterior
Foram determinadas medidas de constrição patrimonial e o sequestro de bens
Polícia Federal acredita que o grupo criminoso movimentou mais de R$ 1,6 bilhão
Além dos itens de luxo, foram apreendidos documentos e equipamentos eletrônicos
A ação acontece simultaneamente nos estados de São Paulo, Rio de Janeiro, Espírito Santo, Maranhão, Santa Catarina, Paraná, Goiás e Distrito Federal
A operação também mira outras figuras conhecidas, como o funkeiro Poze do Rodo e o influenciador Chrys Dias
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A operação também mira outras figuras conhecidas, como o funkeiro Poze do Rodo e o influenciador Chrys Dias

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Investigações indicam que a movimentação era feita no Brasil e no exterior
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Investigações indicam que a movimentação era feita no Brasil e no exterior

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Foram determinadas medidas de constrição patrimonial e o sequestro de bens
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Foram determinadas medidas de constrição patrimonial e o sequestro de bens

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Polícia Federal acredita que o grupo criminoso movimentou mais de R$ 1,6 bilhão
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Polícia Federal acredita que o grupo criminoso movimentou mais de R$ 1,6 bilhão

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Além dos itens de luxo, foram apreendidos documentos e equipamentos eletrônicos
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Além dos itens de luxo, foram apreendidos documentos e equipamentos eletrônicos

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A ação acontece simultaneamente nos estados de São Paulo, Rio de Janeiro, Espírito Santo, Maranhão, Santa Catarina, Paraná, Goiás e Distrito Federal
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A ação acontece simultaneamente nos estados de São Paulo, Rio de Janeiro, Espírito Santo, Maranhão, Santa Catarina, Paraná, Goiás e Distrito Federal

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São cumpridos 25 mandados de busca e apreensão e 39 de prisão temporária
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São cumpridos 25 mandados de busca e apreensão e 39 de prisão temporária

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PF prende MC Ryan SP e Poze do Rodo em operação por lavagem de dinheiro
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PF prende MC Ryan SP e Poze do Rodo em operação por lavagem de dinheiro

Material cedido ao Metrópoles

A ação prendeu artistas, como os MCs Ryan SP e Poze do Rodo, influenciadores, como Raphael Sousa Oliveira, o dono da página “Choquei”, e sócios de empresas utilizadas no esquema. Todos os foragidos são investigados por integrarem a associação criminosa voltada à lavagem de dinheiro.

O esquema envolvia a movimentação de quantias por meio de dinheiro em espécie, transferências bancárias e o uso sofisticado de criptoativos, tanto no Brasil quanto no exterior. O grupo, segundo a investigação, camuflava valores de origem ilícita — como de apostas e rifas ilegais e do tráfico internacional de drogas — por meio das indústrias fonográfica e de entretenimento.

Chineses estão envolvidos no “topo da infraestrutura financeira” do esquema

Os chineses Xizhangpeng Hao e Jiawei Lin aparecem envolvidos no “topo da infraestrutura financeira” do esquema. A fintech Golden Cat, atualmente comandada por Hao, era utilizada para pulverizar uma quantia volumosa de dinheiro da organização criminosa. Em apenas três meses (junho a agosto de 2024), a empresa movimentou R$ 1,2 bilhão.

A fintech é uma “grande processadora de pagamentos que movimenta centenas de milhões de reais e funciona como eixo central para arrecadação de recursos provenientes de apostas ilegais”, conforme a Justiça Federal. Os valores multimilionários eram repassados para empresas de associados à estrutura criminosa, além de encaminhar remessas para fora do Brasil.

Um dos destinos expostos pelas investigações foi a conta de Letícia Feller Pereira, que se beneficiava dos repasses multimilionários feitos pela fintech asiática. Outro destino identificado foi a conta de Jiawei Lin, que recebia os valores enviados para o exterior.

Outro foragido está envolvido em empresa de fachada

O papel de Jonatas Cleiton de Almeida Santos na estrutura organizada também foi mapeado pela Polícia Federal. O homem é sócio da companhia Broker Platinum Invest e Tecnologia Ltda, que era operada como empresa de fachada pela organização.
A Broker, de acordo com a PF, servia como canal intermediário clandestino para transferir o dinheiro arrecadado por plataformas de apostas ilegais e transferi-lo para contas de laranjas e operadores financeiros.

A empresa declarava exercer atividades financeiras sofisticadas, como corretagem de valores, tratamento de dados e consultoria em TI, para justificar grandes movimentações financeiras. No entanto, não possuía autorização do Banco Central nem da Comissão de Valores Mobiliários (CVM) para operar nesse segmento.

A participação de Jonatas ficou ainda mais clara, quando ele declarou residir no mesmo endereço comercial da Broker, o que indica o uso de um endereço virtual ou que ele atuava como um laranja.

A companhia compartilhava o mesmo endereço de outras fintechs investigadas, como a YCFSHOP (OMS Tecnologia) e a SHOPRMS, o que também fortaleceu o argumento de que as instituições operavam sob o mesmo comando ou estrutura logística.

Esquema era supostamente chefiado por MC Ryan SP

O esquema bilionário de lavagem de dinheiro era supostamente chefiado por Ryan Santana dos Santos, o MC Ryan SP, de acordo com a investigação. Ele teria utilizado empresas ligadas à produção musical e ao entretenimento para misturar dinheiro lícito com recursos provenientes de apostas ilegais e rifas digitais.

Além disso, ele teria tentado blindar o patrimônio ao transferir participações societárias nessas empresas a familiares e outras pessoas, a fim de criar distância entre seu nome e o dinheiro de origem ilícita.

Depois, o dinheiro era lavado por meio do uso desse mesmo dinheiro para a compra de imóveis, veículos de lixo, joias e outros ativos de alto valor. As autoridades também citam um vínculo estrutural do esquema com o Primeiro Comando da Capital (PCC).

O MC foi preso temporariamente em 15 de abril e teve a prisão preventiva decretada nessa quinta-feira (23/4). A Justiça Federal havia concedido um habeas corpus ao artista e aos demais presos na Operação Narco Fluxo, mas o documento foi substituído por novo pedido da Polícia Federal.

Segundo a PF, a manutenção dos presos se faz necessária para assegurar a “garantia da ordem pública” e a “aplicação da lei penal”.


Operação Narco Fluxo

  • Segundo a PF, mais de 200 policiais federais participaram da operação e cumpriram 45 mandados de busca e apreensão e 39 de prisão temporária, expedidos pelo Roberto Lemos dos Santos Filho, da 5ª Vara Federal de Santos.
  • De acordo com a PF, a ação acontece nos estados de São Paulo, Rio de Janeiro, Pernambuco, Espírito Santo, Maranhão, Santa Catarina, Paraná, Goiás e no Distrito Federal.
  • A PF acredita que o volume financeiro pelo grupo criminoso ultrapassa R$ 260 bilhões. Além de armas, carrões e dinheiro em espécie, a corporação apreendeu documentos e equipamentos eletrônicos que ajudarão na investigação.
  • Entre os presos na operação desta quarta estão os funkeiros MC Ryan SP, MC Poze do Rodo e Raphael Sousa, dono da página Choquei.
  • A Justiça determinou o bloqueio de até R$ 2,2 bilhões em bens de Ryan.
  • O bloqueio foi imposto a 77 alvos da PF, entre empresas e pessoas físicas.
  • De acordo com a decisão judicial, o valor estimado para o bloqueio foi calculado com base no lucro estimado com os crimes que teriam sido praticados: “tráfico internacional de mais de três toneladas de cocaína, somado ao fluxo financeiro identificado nos relatórios de inteligência financeira encaminhados pelo Coaf“.
  • Também foram determinadas medidas de constrição patrimonial, incluindo o sequestro de bens e a imposição de restrições societárias, com o objetivo de interromper as atividades ilícitas e preservar ativos para eventual ressarcimento.
  • As investigações continuam e os alvos podem responder pelos crimes de associação criminosa, lavagem de dinheiro e evasão de divisas.

 

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