Após Justiça confirmar falência, Livraria Cultura encerra atividades
Com dívida de mais de R$ 285 milhões, a empresa foi notificada neste mês pelo Tribunal de Justiça de São Paulo (TJSP)
atualizado
Compartilhar notícia

Uma das mais tradicionais do país, a Livraria Cultura fechou as próprias atividades definitivamente. O encerramento ocorre após a Justiça de São Paulo confirmar a falência da empresa.
A 2ª Vara de Falências e Recuperações Judiciais, do Tribunal de Justiça de São Paulo (TJSP), notificou a companhia neste mês. A dívida total declarada é de mais de R$ 285 milhões.
O presidente da Livraria Cultura, Sérgio Herz, não se manifestou publicamente sobre o assunto. Nesta quinta-feira (26/2), o site da Livraria Cultura não está mais disponível. No Instagram, o último post foi feito em setembro de 2025.
Em outubro de 2018, a Cultura entrou com um um pedido de recuperação judicial, mas durante o processo enfrentou dificuldades no cumprimento das obrigações com credores. A situação foi agravada devido à pandemia de Covid, com o fechamento de lojas físicas. Em 2023, a falência foi decretada, assim como o bloqueio de ativos da livraria e da holding 3H Participações.
Livraria Cultura
Fundada em 1947 pela alemã Eva Herz (1911-2001), a Livraria Cultura nasceu no centro de São Paulo. Filha de imigrantes judeus, ela montou a princípio um serviço de aluguel de livros chamado Biblioteca Circulante na própria casa, com exemplares importados da Europa.
Em 1969, Herz inaugurou a loja do Conjunto Nacional, na Avenida Paulista, e começou um verdadeiro legado cultural em meio a uma sociedade com o filho, Pedro. A companhia chegou a operar 16 unidades. No entanto, nos últimos anos, passou a enfrentar dívidas.
