Executado em carro era réu por homicídio e apontado como membro do PCC

Luiz Carlos Moreno do Carmo, de 40 anos, foi executado junto com mulher em carro na zona sul de SP, na madrugada do domingo (12/4)

atualizado

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Imagem colorida de carro atingido por tiros na zona sul de São Paulo.
1 de 1 Imagem colorida de carro atingido por tiros na zona sul de São Paulo. - Foto: Redes Sociais

O homem executado junto a esposa em um carro na zona sul de São Paulo, na madrugada deste domingo (12/4) era réu na Justiça por homicídio, em um processo no qual também é apontado como membro da facção criminosa Primeiro Comando da Capital (PCC).

Luiz Carlos Moreno do Carmo, de 40 anos, também conhecido como “Cirilo”, morreu após ser executado a tiros na rua João Teixeira Ramos, na Vila Franca.  Junto a ele estava uma mulher, de 36 anos. Os dois chegaram a ser atendidos por viaturas do resgate do Corpo de Bombeiros, mas não resistiram aos ferimentos.

Réu por homicídio

Conforme apuração do Metrópoles, Luiz era um dos 11 réus acusados pela Justiça, em 2022, por duplo homicídio qualificado e organização criminosa.

Segundo a denúncia do Ministério Público de São Paulo (MPSP), a vítima era um homem chamado “Manoel”, conhecido como “Juninho”. Ele era o encarregado de administrar os pagamentos realizados por moradores a um grupo criminoso chamado “Pé de Pato”, que administrava um “gatonet” — prática ilegal de interceptar e usar sinais de TV por assinatura sem a devida autorização — no bairro do Campo Limpo, em São Paulo.

Ainda segundo a denúncia, a influência do Pé de Pato na região do Parque Arariba começou a incomodar o PCC, impedido de montar “biqueiras” para venda de drogas e promover bailes funk.

Em reunião, os integrantes do PCC decidiram matar Juninho. A decisão foi autorizada justamente por Luiz Carlos, que era o “disciplina” da facção na região. Ele também fazia a administração do “gatonet” pelo PCC em outros bairros da zona sul.

Na emboscada, realizada em 30 de junho de 2022, Juninho foi alvejado pelos réus acusados e morto. A outra vítima, cujo nome não foi revelado, sobreviveu.

Após a investigação, mandados de prisão preventiva foram expedidos contra todos os investigados, incluindo Luiz Carlos, que também teria se envolvido em outros crimes.

Ficou preso por mais de um ano

De acordo com outro processo analisado pelo Metrópoles, relativo a uma outra acusação de homicídio qualificado na qual Luiz Carlos também era réu, ele chegou a ser preso em 20 de julho de 2024, após mais de um ano foragido. O crime referente a esse processo foi cometido em maio de 2022, um mês antes da morte de Juninho.

Ele ficou detido no Centro de Detenção Provisória II de Belém, na zona leste. No dia 26 de janeiro de 2026, foi realizada uma sessão do 1º Tribunal do Júri. A reportagem não teve acesso aos detalhes da sessão.

Dois dias depois, alvarás de soltura foram expedidos, e no dia 30 de janeiro de 2026, Luiz Carlos e outros investigados foram liberados. Atualmente, o processo se encontra suspenso.

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