Novo Cangaço: Justiça condena 17 por organização criminosa
Grupo é acusado de praticar roubos coordenados nas modalidades “domínio de cidade” e “Novo Cangaço”, com associação ao PCC
atualizado
Compartilhar notícia

O Tribunal de Justiça de São Paulo (TJSP) condenou os 17 réus denunciados pelo Ministério Público do Estado (MPSP) por envolvimento com uma organização criminosa dedicada a roubos nas modalidades “domínio de cidade” e “Novo Cangaço”.
Os termos, cunhados pela Polícia Federal (PF), fazem referência a crimes praticados durante a noite ou madrugada, em que um grupo cerca uma cidade, geralmente no interior dos estados, e rouba grandes quantidades de dinheiro.
Eles foram sentenciados a penas que variam de cinco anos de reclusão no semiaberto a 12 anos de prisão no regime fechado pelos crimes de lavagem de dinheiro e organização criminosa.
Modus operandi do Novo Cangaço
Os acusados foram denunciados em julho de 2024 no âmbito da Operação Baal, deflagrada pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) em parceria com a PF, em maio daquele ano, após a prisão de um suposto integrante.
As investigações apontaram que o grupo atuava de forma estruturada e com divisão de tarefas em diferentes estados do país, aproveitando de conexão com o Primeiro Comando da Capital (PCC).
Eles utilizavam armas de fogo de grosso calibre para a prática de crimes graves, como roubos a instituições financeiras, tráfico de drogas, extorsões e homicídios. A violência era a principal ferramenta do grupo para garantir o controle das atividades criminosas e eliminar rivais.
De acordo com a investigação, a quadrilha também praticou crimes financeiros. Parte dos integrantes tinha a função de movimentar e ocultar os valores obtidos com as atividades do grupo, seja por meio de transferências, depósitos ou aquisição de bens, o que caracteriza lavagem de dinheiro.
A organização esteve envolvida em grandes ações criminosas. Os ataques eram planejados com alto investimento financeiro e logística complexa, o que possibilitou manter uma rede de apoio para adquirir armas (veja vídeo acima) e abastecer o tráfico de drogas.
