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São Paulo

Ex-prefeito do interior de São Paulo é condenado por lavagem de dinheiro

Ex-prefeito foi condenado a 10 anos de prisão junto com a esposa por ocultar R$ 2,7 milhões de desvios públicos na compra de fazenda

02/10/2026 18:23
Reprodução/Redes Sociais
Ex-prefeito do interior de São Paulo é condenado por lavagem de dinheiro

O ex-prefeito de Morro Agudo, no interior de São Paulo, Gilberto César Barbeti, foi condenado a 10 anos de prisão por lavagem de dinheiro, nessa quarta-feira (30/9). A esposa dele, Poliana Penachiotti Barbeti, também foi condenada e recebeu pena de 4 e 6 meses em regime semiaberto.

O casal teria ocultado a origem de R$ 2,7 milhões usados para comprar uma fazenda de cerca de 959 hectares em Abreulândia, no Tocantins. De acordo com a decisão, o dinheiro utilizado na compra veio de desvios em obras da Estação de Tratamento de Esgoto (ETE) da cidade durante a gestão de Gilberto, que foi prefeito entre 2005 e 2012

A fazenda foi registrada em 2014 no nome de Poliana, por R$ 1,19 milhão, valor diferente do que foi realmente pago. O ex-prefeito foi condenado por lavagem de dinheiro e por ocultar que era o verdadeiro dono da fazenda. Ele também será investigado pela ocultação da origem do dinheiro.

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Durante o processo, Gilberto afirmou que o dinheiro vinha de sua atividade agrícola e admitiu ter registrado a fazenda em nome da mulher para evitar bloqueios judiciais. A defesa pediu a absolvição e alegou que a escolha foi uma decisão familiar, mas o juiz rejeitou os argumentos.

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Ao Metrópoles, o ex-prefeito afirmou que irá provar não houve nenhuma ilegalidade, e que a divulgação da sentença seria uma “manobra política.”

“Processo que ficou suspenso por anos e na véspera da eleição soltar uma sentença. Não resta dúvidas de manobra política e interferência do judiciário no pleito eleitoral”, disse.

O caso é um desdobramento da Operação Eminência Parda, denúncia do MPSP recebida pela Justiça em abril de 2023.


Operação Eminência Parda

  • A Operação Eminência investiga um esquema de fraudes em licitações envolvendo secretários municipais, vereadores, funcionários públicos e um ex-servidor.
  • Em 2018, quando a operação foi deflagrada, o então prefeito foi afastado do cargo e outros 5 suspeitos tiveram prisão temporária
  • Em 2022,  ex-prefeito foi condenado a uma pena de 13 anos de reclusão, em regime inicial fechado, e mais quatro de detenção, em regime semiaberto.

O Metrópoles entrou em contato com a Prefeitura de Morro Agudo a fim de obter um pronunciamento sobre o caso, mas até o momento de publicação desta matéria não recebeu retorno. O espaço segue aberto para manifestações.