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São Paulo

Estúdios de tatuagem são acusados de usar tinta e agulha vencidas

Operação Stigmata, da Polícia Civil de SP, recolheu 125 frascos de tinta e 66 agulhas fora da data de validade em estúdios de tatuagem de SP

24/10/2023 17:07
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Polícia Civil/Divulgação
Imagem colorida de material apreendido pela Polícia Civil. À esquerda, há garrafas de cerveja. No meio, frascos de tinta - Metrópoles

São Paulo – A Polícia Civil paulista apreendeu 125 frascos de tinta, 66 agulhas e 18 cânulas de piercing que estavam fora da validade em três estúdios de tatuagem localizados em bairros ricos e no centro da capital paulista.

Chamada de Stigmata, a operação foi deflagrada pelo Departamento de Polícia de Proteção à Cidadania (DPPC) na segunda-feira (23/10). Os estúdios de tatuagem que foram alvo da ação ficam na Liberdade, no centro, em Perdizes, na zona oeste, e no Tatuapé, zona leste da capital.

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Segundo a Secretaria da Segurança Pública (SSP), o objetivo da Operação Stigmata era “combater a utilização irregular de pigmentos não autorizados” e “o uso de acessórios com data de validade vencida”.

“A utilização desses produtos pode causar graves problemas de saúde porque suas composições são formadas por pigmentos com metais pesados, como titânio, chumbo, mercúrio e nióbio, que, quando aplicados na pele, entram na corrente sanguínea”, diz a pasta.

Operação

Ao todo, três viaturas e nove policiais participaram da operação. Eles foram recebidos pelos proprietários dos estudos de tatuagem e realizaram inspeções nos locais.

Além dos materiais irregulares, os agentes apreenderam 17 garrafas de cerveja que estavam com a validade oculta ou vencida.

Ninguém foi preso. “Os produtos foram apreendidos e encaminhados para perícia, e os inquéritos foram instaurados para a apuração dos fatos”, diz a SSP.